8 de abr de 2010

Psicologia das vítimas

Não há psicologia da vítima de incesto. A Europa e, particularmente a França, permaneceram nos anos 70 com as afirmações dogmáticas da psicanálise que atribui os testemunhos de agressões incestuosas a um desejo inconsciente. Hoje ainda, ouço dizer, numa clínica que acolhe anoréxicas, sobre aquelas que afirmam ter sido vítimas de incesto: “É um meio, para elas, de se tornar interessantes!”
Tampouco há psicologia do predador familiar.
Além do SAP (Síndrome da Alienação Parental) que justifica numerosos desvios, há este novo “conceito” das falsas alegações que permite, em numerosos casos classificar um caso assinalado e entregar de volta a vítima às suas caras mentiras.
Ora, é relativamente fácil que um clínico formado revele falsas as alegações quando existem. No entanto, pode-se distinguir, graças a uma entrevista exaustiva se a pessoa foi vítima de violencia durante a infância. Mas, poucos psis são formados nisto, sem falar “dos peritos” que expedem o caso em duas ou três horas e assinam um relatório “incontestável” o qual o juiz seguirá as conclusões. Percebe-se por conseguinte, em todos os níveis, as inércias de um sistema de recusa:
- o juiz, por preguiça não irá procurar um perito formado;
- o psi (quiatra ou cólogo) que tem seus dogmas;
- os advogados que frequentemente são inibidos e relativamente passivos;
- globalmente um público que negligencia largamente a importância destes assuntos;
- o sistema de ajuda médico e social que nunca calculou o custo social das sequelas de traumas sofridos na infância;
- um sistema moral que repousa ainda sobre a supremacia do macho.

Illel Kieser
Tradução Mirian Giannella

8 comentários:

  1. hoje tenho 21 anos mais quando tinha 9 anos fui abusada pelo meu padastro fiquei com medo de contar a minha mae fui pra casa da minha madrinha e la eles me forsaram a falar chamaram policia fiz corpo de delito minha mae nao acredito em mim os dias foram se passando e eu me consultando no picicologo fiquei me sentindo culpada pelo oque tinha acontecido minha mae avia perdido minha guarda e eu sentia muito a falta dela e entao eu menti pra todos ate para a policia que eu nao tinha sido violentada que tinha mentido pra todos ai enceraram o caso minha madrinha nao acredito no que eu falei mais ai passol um tempo e vou voulte pra minha mae mesmo ela nao tendo mais minha guarda fui crescendo pegando corpo e quando dormia sentia alguem me tocando varias vezes aconteceu isso e com 15 anos sai da casa da minha mae mais eu nao sei oque aconteceu acho que pelo falo d eu ter mentindo pra mim tantos anos e ter escultado ele me chamando de mentirosa tantas vezes eu ate hoje nao sei oque aconteceu nao me lembro de nada as vezes passa algumas coisas na minha mente e eu choro nao comsigo esquecer amo minha mae e senpre amarei independente se ela me apoio ou nao ela sempre sera minha mae essa violencia jamais vou esquecer pois tenho trauma ate hoje tenho uma filha e sou separada do pai dela mais nao penso em arrumar padastro pra ela pq tenho medo que acontesa com ela oq aconteseu cmg ... isso levarei para meu tumulo

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    1. Te desejo força. E você faz bem em.proteger sua filha, é digno

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  2. Eu sofri abuso do meu proprio pai na minha infância, até hj fico pensando o pq o proprio pai abusou da filha.. nao cobsigo entender isso durou anos e ate hj dói muito demais..

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    1. Sim, para a vítima é inconcebível que o pai seja um criminoso!

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    2. Oi , eu tenho 15 anos , eu no dia 31 de dezembro de 2016 fui a uma festa com minha irma meu primo (o namorado da minha irma) e mais dois amigos meus , la a gente dancou muito riu muito foi muito bom , eu bebi muito mais eu lembro de tudo o que aconteceu .
      Quando a gente voltou dessa festa meus amigos foram para as casas dele e eu fui pra casa da minha irma que ela mora com o namorado .
      Todos fomos dormir , deu um pouco mais tarde o namorado da minha irma veio ate o quarto aonde eu estava ele puxou a minha coberta pra cima e eu tava de saia , eu senti isso e ainda abri os olhos mais ele nao viu , eu fiquei com medo e entao nao tive reaçao , depois disso ele apagou a luz e voltou pro quarto dele .
      Deu a hora de ele ir trabalhar , antes de ele sair e voltou novamente no quarto onde eu estava e pegou a coberta colocou ate a minha cintura e passou a mao sobre minhas coxas ate chegar no bumbum , eu tava com muito medo entao figi que tava dormindo , eu to muito assustada e eu nao o que fazer hoje eu vou embora pra casa da minha tia e to me sentindo mais aliviada por estar saindo daqui mais eu ainda to com medo , ele passou a mao por debaixo da minha saia e veio subindo a mao sobre minhas coxas e ate chegar no bumbum , ai eu me mexi pra ele pensar que eu tava acordando ai eu disse assim "deixa minhas pernas embrulhadas eu to com frio" ai ele se assustou e me embrulhou e foi embora , ate entao eu custo a falar se quer uma palavra com ele e eu to com medo me sinto culpada e eu nao sei porque fico com medo de contar pra algum familiar e eles me culparem ou querer tirar satisfaçao com ele e der briga eu to muito triste.��

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  3. Senti abuso sexual em duas situações na infância uma de meu irmão e outra do ex-cunhado.ao me apoiar pra subir um monte e outra de me segurar no colo. Parte do colo:na área genial e nádegas .senti : raiva, vergonha. Sei que não sou culpada por nada,pois era criança e não fiz nada pra motivar.mas tenho problemas psiquiátricos e de relacionamento com homens e mulheres. Estou presa na infância com atitudes e maturidade retardada.

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  4. Ola. Hj eu tenho 23 anos mas quando tinha 14 em 2008 fui abordada por um homem na rua da minha casa a noite e ele me puxou p dentro do carro.
    Ele me estuprou por 2 horas e me largou na beira da rua.
    Consegui chegar em casa( nunca chorei tanto na minha vida). Eu era virgem e uma pessoa daquela me tirou. Quando cheguei em casa contei p meus pais e minha mae chorava. Nao aguentei, meu pai saiu na rua procurando aquele homem.
    Não tive a ajuda que precisei, a minha mae ate tentou me levou no medico eu fiz terapia por 1 mês e a psicóloga falou q eu estava bem.
    E aqui estou eu. Já se passaram 9 anos e não tem um dia que eu não me lembro do que aquele monstro fez comigo.
    Eu preferia morrer naquela noite.
    Nunca superei pois só quem já passou sabe o quanto e difícil esquecer mas a vida continua. Só sinto que com oq ele fez uma parte de mim morreu.
    Eu sinto muito por todas as pessoas que já passaram por isso...

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  5. O que fazer quando o abuso vem de pessoas que se diz ter uma grande influência na cidade? Ser amigo de delegados , aí ele diz se vc falar vc acha q alguém vai acreditar em.vc ou em mim, e a minha palavra contra a sua vc não tem provas 😪😪😪😪😪

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