19 de jun de 2015

Vítimas de violências - proposta de trabalho para lidar com os traumas

De vítima a sujeito de direitos!


Infelizmente, é uma maldição milenar contra as crianças sermos feitas de objeto sexual, de abusos e violências físicas e morais. A omissão e a negligência contra os abusos é generalizada. Ficamos isoladas sem ter a quem apelar pois  a Justiça, que deveria NOMEAR crime, criminoso, arma do crime, vítima, dano, punição e reparação, não cumpre sua função, protegendo abusadores, cruéis assassinos... 
Há uma determinação milenar satânica, patriarcal, religiosa, militar, fascista em tudo isso. Eles executam a função da morte e a vida se debate em sua defesa, sempre! 

Tendo em vista os inúmeros testemunhos nos comentários, faço esta proposta para lidar com os traumas e gostaria que tentasse me enviar algum relato e/ou desenho. 

Buscar formas de reatualizar a cena pra se situar nela. 

Poderia tentar encontrar formas de expressar e nomear o ocorrido?
Representações em desenho, palavras, danças, sim, 
dançar o vivido pode ser fundamental! 
Depois, relate a reatualização da vivência, desta vez já de outra posição. 

O problema é que a gente não se vê e nem entende por não ter os conceitos pra antecipar o que é crime, abuso, violação da integridade do corpo físico, psíquico, anímico e suas consequências em termos de morte psíquica. Para se ver, é preciso se colocar no lugar do agressor, para ver os danos causados e repará-los. Faça a reparação você mesm@! Atue simbolicamente e sobre o corpo curando as feridas, abraçe-se, toque-se, aproprie-se do teu corpo, desaloge o desejo do criminoso violador. Ao nomear a vítima, uma mágica acontece, renascemos para nós mesm@s! 

Crime é toda violação à integridade física ou moral.

O quadro abaixo mostra o que seria interessante nomear para tomar distância e se separar da culpa! Sim, porque depois dos crimes, a culpa é nossa, numa inversão e impostura de psicopatas em cultura de guerra contra as crianças! 

Se possível, gostaria do relato de como isto se fez e se deu e se lhe trouxe alívio, se isto trabalhou e transformou você e como? Dúvidas, sugestões? 
Que outros pensamentos lhe surgiram?
Esta é uma sugestão de abordagem a ser verificada para aprimoramento. Podemos combinar encontros conforme a demanda. 
Entrem em contato, estamos em São Paulo, Caxingui/Butantã.

Agradeço as contribuições que podem ser feitas nos comentários do blog ou para o e-mail: apoioasvitimas@gmail.com

Vou subir outras postagens que podem ser lidas no blog. Reconhecer os sintomas pode ser de grande valia. 


Para o atendimento às vítimas de violências, 
tentar encontrar maneiras de expressar e nomear
                                                               A VIOLÊNCIA
O CRIME

física
sexual
psicológica

O CRIMINOSO
pai
padrasto
irmão
tio
vizinho
A ARMA DO CRIME OU AS ARMAS
mão
objeto
sexual
arma branca faca 
arma de fogo
assédio moral 
A VÍTIMA
idade
sexo
local


OS DANOS
Físicos
Psíquicos
Estresse pós-traumático


A REPARAÇÃO
Acompanhamento terapêutico, cesta básica...
PUNIÇÃO
Que tipo de punição pensa que o agressor mereceria? 
E os cúmplices omissos (mãe, tias, madrinhas, avós, primos...)?

Mirian Giannella
Observatório da Clínica pesquisa a violência e suas consequências
e-mail: apoioasvitimas@gmail.com

4 de mar de 2015

Serviços de Atendimento à mulher em situação de violência

No site, aparece o mapa do Brasil, clicando sobre o Estado de residência encontra-se os serviços disponíveis. Neste Dia 8 de março da Mulher várias atividades ocorrerão, procurem se informar sobre os serviços disponíveis... Mulher é pela vida! Não desperdice a tua pela safadeza deles!

https://sistema3.planalto.gov.br//spmu/atendimento/atendimento_mulher.php

Pintura de Raquel Celeste, Óleo sobre eucatex, 1963


19 de fev de 2015

Ricos testemunhos

Pessoas queridas,

Ricos depoimentos cheios de dor e angústia, eles precisam saber quanto mal nos fazem com essa traição intrafamiliar, que nos deixa totalmente indefesxs e expostxs à novas agressões ou a comportamentos de evitamento.

O pior é que é uma tradição que vem desde a noite dos tempos, a tirania dos homens é obscena, abjeta, sim, eles são criminosos e as pessoas próximas são omissas, o que nos deixa abandonadxs na maior crueldade dos maus tratos, da humilhação da desautorização da sua verdade.

Falar é o começo da cura, mas o fim seria papel da Justiça que raramente o faz, embora haja tentativas de melhorar o atendimento às vítimas de abusos sexuais e violência doméstica. 

O papel maior da Justiça seria de nomear crime, criminoso, arma do crime, vítima, dano, reparação e punição. Mas, trata-se de todo um sistema de dominação para que fiquemos de objeto das violências, enquanto nos roubam tudo, até a vida. No lugar de interditarem os agressores é a vítima que fica interditada de viver, numa total inversão de valores e de proteção à dignidade de crianças indefesas que deveriam ser protegidas pelos pais.

Uma maneira de lidar com tais descaminhos humanos é representar em desenho, palavras e ações o crime, o criminoso, a arma do crime, a vítima, o dano, a reparação e a punição desejadas, pois muitas vezes, é a passividade que gera o ressentimento, como não tínhamos maturidade para reagir, para colocar limites, para sair da cena e ficamos paralisadxs de medo, precisamos colocar em movimento as energias que ficaram lá estagnadas e que impedem os fluxos de nossas vidas.

Agradeço de coração todos os depoimentos.
Continuemos em comunicação.

Mirian Giannella

CIDADANIA E JUSTIÇA

Violência contra mulher é combatida com disque-denúncia

Enfrentamento

SPM oferece Ligue 180 para receber ocorrências. Aplicativos e campanhas também são ferramentas para que pessoas denunciem abusos