14 de abr de 2010

ABUSO SEXUAL, CONSEQUÊNCIAS, COMO AJUDAR E O QUE NÃO DIZER AS VÍTIMAS

Compreender melhor o abuso sexual, suas consequências e como ajudar a vítima a sair da repetição.

Sair [da repetição, da sideração, da dissociação, da paralisia.
De vítima à sujeito de direitos!]

O artigo que segue foi inicialmente escrito por Jacques e Claire Poujol, conselheiros conjugais e familiares, traduzido por Mirian Giannella, para o uso de terapeutas, psis e conselheiros. Útil para todos os profissionais da ajuda (assistentes sociais, médicos, etc.) mas, também, para as próprias vítimas, este texto permite compreender melhor o abuso sexual, suas consequências e como ajudar a vítima a sair da repetição. [Eu, tradutora, Mirian Giannella, vou me inserir no texto entre chaves, para acrescentar.]
Que o saiba ou não, algum próximo seu já sofreu e se tornou vítima de abuso sexual. E se for um psi, perceberá logo que várias dificuldades de muitas pessoas encontram aí a sua origem. Para estes homens e estas mulheres mortificados, haverá sempre o “antes” e o “depois” do abuso.
A nossa sociedade prefere ignorar este problema, atenuar a gravidade, ou mesmo nega-la totalmente. Ou então, cheio de boa vontade, mas também de incompetência, propõe-se às vítimas “soluções” que fazem apenas agravar o traumatismo sofrido.

Respondemos neste artigo às perguntas:
• O que se entende por abuso sexual?
• Por que a vítima tem tanta dificuldade para falar do que sofreu?
• Quais estragos o abuso sexual provoca?
• Como ajudar a vítima a sair da repetição?
• Quem são os abusadores?

O que se entende por abuso sexual?
1. Um constrangimento ou um contato
Um abuso sexual é qualquer constrangimento (verbal, visual ou psicológico) ou qualquer contato físico, por qualquer pessoa que se serve de uma criança, adolescente ou adulto, com o propósito de uma estimulação sexual, a deles ou a de uma terceira pessoa.
Contato físico é, certo, mais um grave que um constrangimento verbal. Mas é necessário saber que qualquer abuso constitui uma violação do caráter sagrado e da integridade da pessoa humana e provoca sempre um traumatismo.
O constrangimento verbal designa: uma solicitação sexual direta; o uso de termos sexuais; a sedução sutil; a insinuação. Tudo isto em relação a uma pessoa que não o deseja ouvir.
O constrangimento visual refere-se: ao emprego de material pornográfico; ao olhar que insiste sobre certas partes do corpo; ao fato de se despir, de se mostrar nu, ou de praticar o ato sexual à vista de alguém. Aqui também, sem que a pessoa o deseje.
O constrangimento psicológico designa: a violação da fronteira entre o relacional e o sexual (um interesse excessivo pela sexualidade de seu filho/a) ou entre o físico e o sexual (lavagens repetidas; um interesse muito marcado pelo desenvolvimento físico de um adolescente).
O contato físico pode ser: bastante grave (beijar, contato do corpo através das roupas, que seja pela força ou não, com ou sem pressão psicológica ou afetiva), grave (contato ou penetração manuais; simulação de relações sexuais, contato genital, com ou sem violência física), ou muito grave (violação genital, anal ou oral, obtida de qualquer maneira que seja, pela força ou não).
2. A estratégia do abusador
Um abuso não é o fato do acaso por parte de quem o comete. Sendo um perverso, este premedita e organiza a relação esperando o momento em que seus fantasmas viciosos lhe parecerão realizáveis. A vítima ignora naturalmente tudo isto.
A estratégia perversa comporta em geral quatro etapas:
a. O desenvolvimento da intimidade e do caráter confidencial, privilegiado, da relação. Esta fase, mais ou menos longa (de algumas horas ou anos), visa a colocar em confiança a futura vítima que não duvida de nada.
b. Uma interação verbal ou um contato físico aparentemente “adequado” com a pessoa que vai ser abusada (confidências de caráter sexual, carícias nos cabelos, abraços amigáveis). A pessoa não tem medo, por que: em 29% dos casos, seu futuro abusador é um membro da família, em 60% dos casos um familiar ou amigo. Apenas 11% dos abusos são cometidos por um desconhecido.
c. Uma interação sexual ou um contato sexual
É a fase do abuso propriamente dito. Aqui, a vítima reencontra-se na mesma situação que um coelho que atravessa uma estrada à noite e é capturado pelos faróis de um automóvel: petrificado, paralisado, siderado, incapaz de reagir, deixa-se esmagar pelo automóvel. O abusador está consciente do que faz com sua vítima.
d. A continuação do abuso e a obtenção do silêncio da vítima pela vergonha, culpa, ameaças ou privilégios. Este silêncio raramente é quebrado. O abuso permanece um segredo absoluto durante muito tempo, às vezes por toda a vida.
Três sobreviventes das irmãs Dionne, as famosas quíntuplas canadenses, esperaram os sessenta e um anos para revelar, na sua biografia, que tinham sido sexualmente agredidas pelo pai.
Guardando o silêncio, a vítima faz-se, contra a sua vontade, de cúmplice do abusador, uma vez que a única coisa que ele teme é de ser denunciado. O fato de tornar-se assim, bem involuntariamente, seu aliado, reforça o desprezo que tem por si própria e a sua culpabilidade.
Será uma das tarefas do psi explicar que uma pessoa sexualmente abusada não é nunca culpada nem responsável pelo abuso. Não podia adivinhar que as duas primeiras etapas eram apenas uma estratégia do abusador.
Deverá também dizer-lhe que uma pessoa que está sob a dominação de um abusador só faz parar os abusos com a denúncia e revelando o que sofreu. Ora, falar, para ela, é muito difícil, por várias razões.

Por que uma vítima tem tanta dificuldade em falar do que sofreu?
1. Leva, às vezes, muito tempo para realizar que foi abusada
O tempo não conta para o inconsciente, ele está como que parado para a vítima: é, na maioria das vezes, o aparecimento de sintomas como depressão ou perturbações sexuais que a levará a deixar o seu sofrimento emergir na superfície e aceitar falar. É o primeiro passo para a cura.
Mas falar deste traumatismo, tomar consciência desta verdade: “Fui abusada”, pode ser um choque terrível. O conselheiro terá necessidade de tato e de grande compaixão para deixar a pessoa descobrir por si mesma e no seu ritmo, a amplitude do drama que viveu. Compreenderá a extrema repugnância que provoca admitir que o seu corpo e a sua alma foram devastados. Gostaria tanto de esquecer, não ter nunca vivido aquilo, que vai se refugiar ocasionalmente na recusa: “Aquilo não pode ter me acontecido.”
A pessoa será incentivada a continuar a falar se acreditarem no que diz (tem absolutamente necessidade de sentir que acreditam nela) e se evitar certas frases destrutivas como:
• - Ele cometeu só um erro, como fazemos todos.
• - Aconteceu só uma vez, afinal.
• - É tempo de virar a página.
• - Já faz muito tempo que passou

2. Sente-se culpada
Em seu foro íntimo, sem mesmo declarar abertamente, a pessoa pensa:
• Sou também culpada? Senti prazer?
• Poderia ter evitado?
• Colocado na minha situação, um outro teria podido se opor, se debater, fugir?
O psi pode ir adiantando as perguntas que não ousa exprimir, dizendo:
• Quem detinha o poder (parental, espiritual, moral, organizacional, físico, psicológico)?
• Quem era o adulto? O marcador social? O referente?
• Quem era o instigador, o organizador dos abusos?
• Quem poderia fazer cessar?

Pode fazer-lhe compreender que a sua culpabilidade está ligada à defasagem entre a vivência passada (e as razões pelas quais a vítima não pôde impedir: a sua tenra idade, sua ignorância, sua total confiança) e a sua vivência atual, quando já é mais velha, menos ignorante, menos ingênua e já sabe se proteger. Crê-se culpada porque olha os acontecimentos passados com os olhos do adulto prevenido que é hoje. Ora, na época, não possuía as defesas necessárias para impedir o abuso.

Separar-se do agressor
[É de fundamental importância sair da culpa, perceber que houve crime, invasão de privacidade, abandono e negligência, e aprender que os lugares já estão dados há milênios, no mundo desértico que eles criam, e aprender a se defender e se situar na sua história.]
Pode-se também ajuda-la a diferenciar o ponto fraco do qual se serviu o perverso, por exemplo, uma necessidade de ternura completamente legítima, uma confiança cega, e o crime que cometeu, se aproveitando desta necessidade legítima de afeição ou da confiança, para saciar seus desejos imorais.
Desligar estes dois elementos é frequentemente um momento de verdade e um alívio para a pessoa, que faz o seu segundo passo para a cura quando não se sente mais responsável. [Nomear o crime, o criminoso e a arma do crime tem o efeito de separar a vítima do agressor e fazer com que a vítima restaure a sua dignidade de pessoa humana. É verdadeiramente reparador!]
Mas o caminho será ainda longo até cicatrização da ferida. A precipitação e a impaciência são os grandes inimigos do conselheiro (e do cliente) neste domínio.

3. Falar pode custar-lhe caro
Cada vez que a pessoa abusada mergulha no horror do seu passado, deve pagar um preço muito elevado. Tentando “esquecer” o abuso, virar a página, tinha construído certo equilíbrio, por exemplo, com os seus parentes. Se decidir fazer explodir a verdade, vai desorganizar este equilíbrio fictício e suscitar pressões dos parentes. Encontra-se sempre falsos “bons conselheiros” preocupados mais com a sua própria tranquilidade e pelo que dirão, defensores dos abusadores, que vão acusa-la de mentir ou exagerar, de despertar o passado e incita-la-ão a esquecer, ou mesmo “a perdoar”; o cúmulo é que corre o risco até mesmo de ser responsabilizada pelo abuso.
[É tradicional a culpabilização das vítimas.]
O psi deverá, então, apoiar, incentivar e assegurar a sua proteção material e psicológica. Ajuda-la a avaliar o preço da luta que deverá efetuar para sair do lamaçal do abuso sexual e realizar que o seu desejo de sair do sofrimento será ainda negado por aqueles que deveriam mais protege-la: a família ou os responsáveis pelas instituições. [Ou faze-la militar na área para mudar as circunstâncias e fazer a sociedade agir pela proteção das crianças. Precisamos sim ficar mais ativos contra as indecências que trazemos de priscas eras animalescas. A criança deve ser respeitada na sua integridade física e moral.]
É necessário notar que quando o abusador faz parte de uma instituição, qualquer que seja, esta decide frequentemente, por medo do escândalo, “acoberta-lo” e, por conseguinte, permanecer na recusa do abuso, mais do que reconhecer publicamente a existência de um perverso sexual na instituição. [Mas, estamos vendo até o papa ser responsabilizado e muitos padres se demitindo e sendo processados. É um avanço do Estatuto da Criança e do Adolescente! Mas é verdade que a cultura a permissiva para com os crimes sexuais!]
Há um consenso social de reprovação à pessoa que tem a coragem de remexer nestas coisas imundas: que ela continue como morta viva, não é grave. O mais importante, é que se cale.

4. Sofre de vergonha
Sartre disse que a vergonha é “a hemorragia da alma”. Um abuso sexual marca a pessoa ao ferro e fogo, a suja, a leva a esconder-se dos outros. A vergonha é uma mistura de medo da rejeição e cólera para com abusador, que não ousa se exprimir. [Sente-se culpada pelo crime até nomear o agressor e o crime e a arma do crime. (N. da T.)]
O sentimento justo que deveria provar é a cólera. Provar este sentimento liberador ajuda-a a sair da vergonha. É necessário, às vezes, tempo para que chegue a exprimir a sua indignação face à injustiça que sofreu. Esta expressão da cólera poderá fazer-se seja de maneira real, frente ao culpado, ou, se não for possível para a sua segurança pessoal, de maneira simbólica. Em todos os casos cabe à vítima decidir. A vergonha está ligada ao olhar que a vítima leva sobre si própria; vê-se como suja por toda a vida. É o seu olhar sobre si mesma que deverá se alterar, e isto alterando a sua maneira de pensar.

5. O desprezo
Sentindo-se envergonhada, a pessoa abusada tem duas soluções: desprezar-se a si própria ou desprezar o abusador e os semelhantes. Nos dois casos, o resultado é o mesmo: autodestruição, porque o ódio de si ou o ódio do outro são ambos destrutivos.
O desprezo por si própria pode referir-se ao seu corpo, a sua sexualidade, a sua necessidade de amor, a sua pureza, a sua confiança.
Este desprezo de si tem quatro funções: atenua a sua vergonha, asfixia as suas aspirações à intimidade e à ternura (desprezar-se anestesia o desejo), dá-lhe a ilusão de dominar o seu sofrimento e evita-lhe que procure a cura do seu ser.
Quando o desprezo por si mesma é muito intenso, pode levar à bulimia, à violência contra si e ao suicídio; nestes três casos, a pessoa pune o seu próprio corpo porque ele existe e tem desejo.

6. O verdadeiro inimigo
Se perguntar a uma pessoa que sofreu um abuso sexual qual é o seu inimigo, responderá sem dúvida: “É o culpado do abuso.” O que lhe parece evidente.
A vítima tem escolha: ou combate, cultivando o seu ódio para com o abusador, ruminando uma vingança contra ele; ou foge, procurando esquecer, endurecendo-se para não mais sofrer, fechando-se em si mesma, passa a ser insensível, de maneira a não mais sentir nem emoção nem desejo.
Mas estas duas soluções são vãs, porque o inimigo não é o abusador. Certamente, representa um problema, mas a boa notícia é que não é o problema essencial. O verdadeiro adversário é a determinação da pessoa em permanecer no seu sofrimento, a sua morte espiritual e psíquica e a recusar voltar a viver. O inimigo reside, por conseguinte, paradoxalmente, na própria vítima!
Este terceiro passo para a cura é sem dúvida o mais difícil de cruzar. A pessoa deve compreender que tem na frente dela a vida e a morte, e que pertence apenas à ela permanecer na morte ou escolher viver.
Quando o conselheiro sente que ela tomou a decisão de sair da pulsão de morte para entrar na pulsão de vida, terá então sem dúvida a ocasião de lhe falar dos três grandes estragos que o abuso produziu na sua vida e que deverão ser reparados.

7. O sentimento de impotência
O abuso sexual foi imposto à vítima. Que tenha se produzido uma vez ou cem vezes, com ou sem violência, não altera o fato de que foi privada da sua liberdade de escolha.

Os estragos produzidos pelo abuso sexual
Estes estragos constituem umas torrentes tumultuosas que devastam a alma, e que inclui: o sentimento de impotência, o de ter sido traída e o sentimento de ambivalência, bem como vários outros sintomas.

O sentimento de impotência
O abuso sexual foi imposto à vítima. Que tenha se produzido uma vez ou cem vezes, com ou sem violência, não altera em nada o fato de que foi privada da sua liberdade de escolha.
Este sentimento provem de três razões:
Não pôde alterar a sua família disfuncional, se se trata de um incesto. Os seus parentes não a protegeram como deveriam, a sua mãe ou a sua sogra nada viram ou fingiram nada ver.
Que o abuso foi acompanhado de violência ou não, que haja dor física ou não, a vítima não pôde escapar, o que cria nela fraqueza, solidão e desespero. Além disso, o culpado serve-se da ameaça ou da vergonha para reduzir ao silêncio e recomeçar em toda impunidade, o que aumenta a sua impotência.
Não chega a pôr um termo ao seu sofrimento presente. Só a decisão de suprimir-se anestesiaria a sua dor, mas não pode resolver-se, então continua a viver e a sofrer.
b. Este sentimento de impotência provoca graves prejuízos
A pessoa abusada perde a consideração por si própria, duvida dos seus talentos e crê-se medíocre.
Abandona qualquer esperança.
Insensibiliza a sua alma para não mais sentir a raiva, o sofrimento, o desejo ou a alegria. Esconde e repele no seu inconsciente as lembranças horríveis da agressão sexual.
Pela força de renunciar a sentir a dor, torna-se como morta. Perde o sentimento de existir, parece estrangeira a sua alma e a sua história.
Perde o discernimento relativo às relações humanas, o que explica que as vítimas de abusos recaem constantemente nas garras de perversos, o que reforça o seu sentimento de impotência.

2. O sentimento de ter sido traída
Muitas pessoas ignoram o nome dos onze outros apóstolos, mas conhecem Judas, o traidor. Por quê? Porque a maior parte das pessoas considera que nada é mais odioso do que ser traído por alguém que se supunha amigo e respeitoso.
A pessoa abusada sente-se traída não somente pelo abusador em quem tinha confiança, mas também pelos que, por negligência ou cumplicidade, não intervieram para fazer cessar o abuso.
As consequências da traição são: uma extrema desconfiança e a suspeita, sobretudo em relação às pessoas mais amáveis; a perda da esperança de ser próxima e íntima de outro e de ser protegida no futuro, visto que os que tinham o poder não o fizeram; a impressão que se foi traída, foi porque mereceu, devido a uma falha no seu corpo ou no seu caráter.

3. O sentimento de ambivalência
Consiste em sentir duas emoções contraditórias ao mesmo tempo. Aqui, a ambivalência gravita ao redor dos sentimentos negativos (vergonha, sofrimento, impotência) que simultaneamente, às vezes, foram acompanhados de prazer, que seja relacional (um cumprimento), sensual (uma carícia), ou sexual (tocar nos órgãos), nas primeiras fases do abuso.
O fato que o prazer, às vezes, seja associado ao sofrimento provoca prejuízos consideráveis: a pessoa sente-se responsável por ter sido abusada, já que “houve” prazer; a lembrança da agressão pode retornar nas relações conjugais; não chega a desabrochar-se na sua sexualidade que é para ela demasiado ligada à perversidade do abusador; controla e mesmo proíbe-se o prazer e, por conseguinte, o seu desejo sexual.
O conselheiro deve explicar à pessoa que não é responsável por ter sentido prazer, porque é normal que apreciou as palavras e os gestos “de ternura” do abusador. É a natureza que deu ao ser humano esta capacidade de sentir prazer.
O que não é normal é a perversão dos que premeditaram estas atitudes afetuosas para fazer cair uma presa inocente na sua armadilha. É ele o único responsável.

4. Alguns outros sintomas
Pensa-se em eventual abuso sexual se o cliente:
- Sofre de depressões repetidas.
- Apresenta perturbações sexuais: falta de desejo, asco, frigidez, impotência, temor ou desprezo pelos homens ou mulheres, medo de casar-se, masturbação compulsiva. Na criança, esta perturbação do autoerotismo, assim como algumas enureses, podem fazer pensar em abuso sexual.
- Destrói-se pelo uso abusivo de álcool, de droga ou de alimento. A obesidade, em especial, permite às jovens ou mulheres que foram violadas se tornar, inconscientemente, menos atrativas e se proteger assim contra outra agressão.
- Sofre de dores de barriga, de infecções ginecológicas repetidas.
- Um estilo de relação com os outros muito caraterístico: ou é demasiado agradável com todos, ou é inflexível e arrogante, ou por último é superficial e inconstante.

Ajudar a vítima a voltar à viver
Esta deverá cessar de ouvir as vozes internas que a mantém na culpabilidade e vergonha e se pôr à escuta da voz da verdade, que a conduzirá para a libertação.
Deverá também abandonar as vias sem saídas que pessoas bem intencionadas, mas incompetentes (das que ajudam “pouco ajudadas”!) lhe propõem: negar o abuso, minimizá-lo, para esquecer, para perdoar o culpado sem que este se arrependa seriamente, para virar a página, para parar de reclamar, etc.
A via que leva ao bem-estar compreende duas etapas: olhar a realidade de frente, e decidir viver.
1. Olhar a realidade de frente
A pessoa deverá reencontrar as lembranças do abuso, admitir os estragos e gradualmente sentir os sentimentos adequados. [Momento de turbilhão, difícil sentir sentimentos adequados, realizar o abuso que não se tinha noção de que era crime, uma violação da integridade física e psíquica de indefeso, covardia da grossa! Há um medo da vingança. Mas a vingança é a denúncia. E sem denúncia não se separa da culpa, que deve recair sobre o criminoso. Sem criminoso, a vítima fica identificada com o agressor se auto-agredindo si mesma. Por isto é tão importante denunciar. Sem nomear o crime, o criminoso e a arma do crime, a vítima continua vítima. E O Pacto do Silêncio e da desautorização e exclusão da vítima como louca reina absoluto e ela não recebe nada, dela só lhe é tirado, não recebe a transmissão de como se defender e defender os seus direitos. Há laissez-faire, cumplicidade, impotência, anuência, complacência... ]

a. Reencontrar as lembranças do abuso
A vítima prefereriria esquecer, tanto a enoja ou a terrifica. Ou então, fala friamente como se fosse de uma outra pessoa que se trata. Mas, esta recusa é um obstáculo à cura. O abuso não deve ser apagado, mas nomeado. Assim, com muito tato, incentivar a lembrar do passado, às vezes muito remoto, porque só um abcesso esvaziado pode cicatrizar. O retorno das lembranças repelidas vai se fazer progressivamente durante a psicoterapia. O inconsciente da pessoa colabora ativamente por meio de sonhos, ou imagens que lhe vem ao espírito. Certos acontecimentos fazem também reaparecer os traumatismos esquecidos, por exemplo: um encontro com o abusador, uma gravidez, a menopausa, um outro abuso, o fato de que um de seus filhos atinja a idade que tinha quando foi abusada, o fato de reencontrar-se nos lugares da agressão, ou o falecimento do culpado.

b. Admitir os estragos [É devastador!]
Este regresso penoso no passado vai permitir-lhe admitir as duras verdades seguintes:
• Fui vítima de um ou vários abusos sexuais. É um crime contra o meu corpo e contra a minha alma.
• Sendo vítima, não sou responsável deste crime, que só pude sentir.
• Em consequência destes abusos, sofro de sentimentos de impotência, de traição e de ambivalência.
• O meu sofrimento é intenso, mas a cicatrização é possível, se admitir que houve ferida.
Esta cicatrização levará tempo.
• Não devo envolver o meu passado com um véu de segredo e de vergonha; mas também não sou obrigada a falar a qualquer um.
c. Sentir os sentimentos adequados [eu aprendi que sentir é uma grande coisa, mas não é tudo. Pois a gente não se vê, só se sente. E para se ver é preciso se colocar no lugar do outro, do abusador no caso, o que causa repulsa, por se ter que realizar o gesto do abusador. Mas é a maneira de entender o crime que aconteceu. Assim, passa pelo olhar do outro e deste nos tornamos tão dependentes. O que segue também acho muita precipitação, mas ouvi Gikovate dizer: A maturidade chega quando a gente pode olhar pro mundo e dizer: Que pena que o mundo é assim...!]
A culpabilidade (que é um sentimento de extorsão muito frequente), a vergonha, o desprezo, a impotência, o ódio, o desespero, pela sua própria expressão vão sendo gradualmente substituídos por sentimentos mais amenos que são como a cólera para com abusador e os seus cúmplices, e a tristeza face aos estragos sofridos. Esta tristeza não deve levar à morte, ao desespero, mas à vida, ou seja a uma fé, uma esperança e um amor renovados.
O conselheiro favorecerá a expressão destes dois sentimentos, de maneira real ou simbólica, mas sempre em toda segurança, no quadro protegido das sessões de relação de ajuda.

2. Decidir voltar à vida
Por que uma vítima de abuso sexual deveria decidir voltar a viver, depois de tudo o que sofreu e sofre ainda? Simplesmente porque é melhor para ela escolher a vida e não a morte.
Escolher viver significará para ela:
a. Recusar estar morta
A vítima acha normal viver com um corpo e alma mortos; paradoxalmente, isto lhe permite sobreviver não se arriscando mais a sentir alegria ou dor.
b. Recusar desconfiar
A vítima desconfia dos seres humanos. Uma mulher violada, em especial, vê todo “macho” como “o mal”. Deverá aprender a transformar a sua desconfiança para com os homens em vigilância, o que é muito diferente.
c. Não mais temer o prazer e a paixão
Estes dois elementos a reenviam ao drama que sofreu, então ela foge. Ao faze-lo, priva-se destes dois dons. Sendo vítima do desejo (perverso, mas desejo do mesmo modo) de alguém, “lança o bebê com a água do banho”, ou seja rejeitando o abuso que sofreu, rejeita ao mesmo tempo qualquer desejo, até mesmo o seu. Deve realizar que não é porque alguém teve um desejo perverso para com ela que deve doravante renunciar ao seu próprio desejo.
d. Ousar amar de novo
Deverá progressivamente renunciar às suas atitudes autoprotetoras e o seu fechamento em si mesma para provar de novo a alegria de amar os outros e de estabelecer relações calorosas e seguras.
Deixará a sua carapaça para reencontrar um coração terno, capaz de correr o risco de amar aqueles que encontra. Abandonará as suas defesas, o que não quer dizer que não se cercará de proteções. Uma proteção não é uma defesa.
Descobrirá que, se é verdade que uma ou várias pessoas a traíram, a grande maioria é digna de confiança.

A revelação do abusador
1. Quem são?
Na sua grande maioria são jovens pessoas ou homens provindos de todas as classes da sociedade e de todos os meios. Na maior parte das vezes, fazem parte do ambiente da vítima: um colega, um vizinho, um chefe escoteiro ou um animador de jovens, uma babá, um professor, um proprietário, um colega de trabalho, um padre, etc.
Muito frequentemente são também membros da família: o pai, o tio, o avô, o sogro (cada vez mais frequentemente devido ao aumento dos rematrimônios e das famílias expandidas), o irmão, o meio-irmão ou o quase irmão, o cunhado, o primo, etc. fala-se então de incesto ou abuso sexual intrafamiliar.
Trata-se, mais raramente, de uma pessoa desconhecida da vítima.
É necessário notar que 80% dos agressores foram eles mesmos vítimas de abusos no passado, o que não o desculpa de modo algum, mas pode explicar em parte o seu comportamento.

2. A Revelação
Uma vítima tem muita dificuldade para denunciar o seu agressor; revelará mais facilmente o abuso em si. No entanto, esta denúncia tem um grande alcance terapêutico e é necessário incentivar a quebrar o silêncio. Uma vez dito à outro, a palavra torna-se inter-dita e não mais interditada, como queria o perverso. Mas esta denúncia frequentemente é mal aceita pela sociedade. Enquanto uma pessoa sexualmente abusada não denunciar o culpado, é considerada como vítima. Mas o dia em que decide se referir à Justiça, consideram-na então como culpada de acusar alguém, e o crime cometido para com ela vai ser negado.
É por isso que, por exemplo, a grande maioria das mulheres violadas, se resignam a permanecer vítimas por toda a vida e, por conseguinte, a calar-se por medo de ser acusada do crime que denuncia. Ora, nunca deveriam hesitar a devolver o peso do crime à quem pertence: ao violador.
É necessário, no entanto, saber que, se denunciar tem um efeito terapêutico, o processo judicial é longo, penoso e dispendioso. Os interrogatórios repetidos, a falta de respeito e tato de certas pessoas, a vergonha de revelar a sua história na frente de todos, a impressão de não lhe darem crédito, provocam o que se chama de vitimização secundária. Cada vez que relata a violação, a mulher se sente de novo violada.
O apoio, material e psicológico, de organismos especializados na ajuda às vítimas de abusos sexuais, é precioso neste tipo de diligência, tanto mais que o julgamento pronunciado do culpado, na maioria das vezes clemente, parece decepcionante e injusto à vítima e reaviva a sua dor.
Se tiver o conhecimento de um caso de abuso sexual, a primeira coisa a fazer é afastar a vítima do agressor, a fim de evitar que este último recomece.
No caso específico de abuso sexual sobre menor, a segunda diligência é informar as autoridades competentes (serviços sociais e Conselho Tutelar).
A lei obriga a esta revelação, e deve-se, neste caso, quebrar o segredo profissional, senão se corre o risco de ser considerada pela lei como cúmplice. Esta denúncia visa a proteger a vítima e as outras vítimas potenciais, e a obrigar o culpado a parar as suas atuações.
As reações do abusador a sua revelação
Um recente Colóquio europeu sobre as violências sexuais estabeleceu que 82% dos abusadores não admitem a sua responsabilidade (53% negam totalmente os fatos). Só 18% dentre eles admitem os fatos, e ainda porque são obrigados após confrontação com as vítimas, e não sem a acusar de “te-lo provocado”.
Esta negação dos fatos permite-lhes perseverar na sua perversão, e por conseguinte, não se privar do seu gozo, que só conta para eles.
Quando não podem mais negar os fatos, admitem-no minimizando ou negando as consequências desastrosas sobre as vítimas, sobretudo se o abuso for isento de violência física. Se tiverem remorso ou se lamentarem, nunca será por seus crimes, mas por ter-se feito denunciar e pelo dever de parar.
Se o psi mostrar-se indulgente para com um perverso, porque deseja regrar rapidamente uma situação que o excede ou desagrada, corre o risco de ser manipulado pelo abusador que fará prova de “se arrepender” para continuar em paz as suas atividades viciosas escondidas. Faz-se assim de seu cúmplice, o que é grave.
Uma reação possível do culpado de abusos é a seguinte: ele suja e se alia. Suja as vítimas ou outras pessoas inocentes acusando-as do mal que ele mesmo comete; ao faze-lo alivia, assim, a sua culpabilidade. Além disso, alia-se com os que podem se tornar seus aliados e seus defensores (um pai incestuoso alia-se a sua mulher de modo que o deixe abusar da sua filha).
Um perverso que é revelado e que recusa se arrepender pode cair no pânico, na depressão, no álcool ou no suicídio; mais frequentemente endurece-se e continua de maneira mais intensa as suas práticas.
É extremamente raro que um delinquente sexual arrependa-se realmente, (no máximo exprimirá vagas “lamúrias”), mas é necessário sempre dar-lhe a ocasião.

Em conclusão, todo terapeuta deveria se dedicar a formar-se neste domínio tão específico, se quiser se ocupar de pessoas que sofreram deste drama que constitui o abuso sexual. [Ou qualquer crime violento contra a sua integridade física e psíquica]

Fonte: Claire et Jacques Poujol - www.relation-aide.com
Tradução: Mirian Giannella – http://apoioasvitimas.blogspot.com

50 comentários:

  1. Obrigada esta leitura foi de grande valia pra mim ,tenho um amigo que sofreu violencia dos 7 anos ate os 11 pelo proprio cunhado ele apanhou também e me contou ,ele disse q teria q nascer de novo para ser feliz e disse q não consegue amar,hoje ta cado mas ta em crise com a esposa ,quer separar ,em fim queria muito ajuda-lo ele fala muito em morrer o que posso fazer pra ajudar ,ele se recusa a procurar ajuda psicologica,se puder me dê um retorno desta mensagem.

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  2. eu tanben sofri abuso sexuais e hoje teho dificuldade en me relacionar com as pessoas sou casada as vezes eu sint nojo raiva de sexo por favor alguen pode me ajude eu agradeço.

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    1. Olhe meu irmão, eu também fui vítima de abuso sexual. E o meu abuso físico nem foi de tanta gravidade. O maior problema foi a grande inteligência do abusador que fez uma verdadeira lavagem cerebral em minha psique. Eu não lembro que idade eu tinha. Só sei que foi entre os meus 11 e 12 anos.
      Digo que não lhe faltou nada e, infelizmente, para mim também. Hoje sou esquizofrênico, fumo compulsivamente, tomo remédios de tarja preta e vermelha que são fortíssimos e nem a terapia adiantou, e de verdade: se eu não me curar, dar um primeiro passo de coragem, nem a Igreja me quer. Este texto que estou escrevendo não quer dizer que fui mais, ou menos abusado do que tantos outros, mas é como encontrar um amigo, que se senta numa praça bem iluminada, vazia, tranquila, serena, onde podemos contar um para o outro as nossas tristezas. É só Deus mesmo através de seu Filho que nos há de consolar. Estou lendo um livro do Pe. Fábio de Melo, acho que "Quando o sofrimento bater a sua porta". Para mim, tenho que ter coragem e ser radical para aceitar, perdoar e carregar esta cruz. O que eu quero é quebrar o tabu. Agradeço muito aos criadores deste site, mas acredito que mais livros de auto-ajuda evangélicos ou católicos, psicoterapêuticos, sejam publicados, de forma crua e nua. O mundo precisa saber deste drama. Outro dia estava vendo o título de um livro: A Serpente Maligna, origem e transmissão do mal. No fundo no fundo, tem muito a ver. Tudo de bom, forte abraço e espero que um dia você fique com minhas lágrimas de perdão. Porque segundo diz o ditado popular, a esperança é a última que morre. Só me falta a fé. Vou anotar este blog aqui. Abraço a todos.

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    2. Fico sensivelmente grata por tuas palavras de encorajamento e teu depoimento muito valiosos.

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  4. obrigada.amei a leitura,tambem sofri de abuso sexual pelo meu proprio pai, e por mais q o tempo passe,ainda me pego chorando, so qm passa por isso saber a dor.

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  5. Achei o texto muito prestativo. Fui vítima de abuso sexual quando tinha 11 anos, já se passaram 10 anos e não consigo esquecer, não consigo ser feliz. Não consigo relacionar com outras pessoas, e por tempo sofri achando que a culpa fosse minha.

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  6. O meu amigo de sala foi abusado, eu creio assim pela incapacidade de fazer laços afetivos, pelo asco que ele tem de coisas gosmentas, pelas disfunções alimentares na adolescência e fundamentalmente pela palavra dele próprio que falou que o primo tentou abusar dele. Mas, eu creio que o padrasto é o abusador, é um homem grotesco que busca ele pela casa. Eu acho que sim, como posso ajudar ele a contar ? E ao final prender essa gente e a mãe dele omissa e permissiva.

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    1. enquadra o suspeito e veja a reação dele... pode ser que funcione...

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  7. Tenho uma imensa vontade de falar sobre isso,mas sempre me calo.não sei se a dor maior foi ter sido abusada toda minha infância pelo meu próprio pai,ou se foi o fato de minha mãe não acreditar ,me chamando por vezes de mentirosa e até de louca.Uma das coisas que mais me pertuba , é que eu nunca fui forçada,sempre concedi os abusos.A penetração era anal ,e ele nunca me machucou.Acho que por isso nunca pude provar a minha mãe,e eu nunca denunciei.Eles me pediam para guardar segredo para não prejudicar minha família.Acho que nunca vou ter uma vida normal,Já que até hoje choro quando penso nisso.Eu precisava desabafar obrigada pelo espaço.

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    1. Elizabete,o que ocorreu com vc é semelhante ao que ocorreu comigo :/
      hj eu tenho 21 anos e me trato com psicóloga a 7 meses. o tratamento é de suma importância, principalmente na parte de dismistificar essa culpa toda que a gente acaba carregando. Mas entenda: até nossos 12 anos somos crianças e extremamente vulneráveis e indutíveis. NÃO É SUA CULPA se o seu pai fez lavagem cerebral em vc e te seduziu. minha familia é tão egoista quanto a tua, querem priorizar a pseudo-imagem de familia perfeita e ignoram o sofrimento imenso que a gente passa. Sofrimento esse que só a gente sabe o inferno que é. Aqui vai meu concelho de coração: Procure ajuda de um psicólogo. Eu tenho a minha história e como eu consegui procurar auxílio psicologico no blog que eu estou montando. Caso se interesse em saber um pouquinho de quem te entende e rebeber uma palavra de conforto, visite o meu blog, que tá bem vazio ainda, só tem 9 postagens, mas conta a minha história e como eu procurei ajuda. http://projetoblackbird.blogspot.com.br/

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  8. Tenho uma imensa vontade de falar sobre isso,mas sempre me calo.não sei se a dor maior foi ter sido abusada toda minha infância pelo meu próprio pai,ou se foi o fato de minha mãe não acreditar ,me chamando por vezes de mentirosa e até de louca.Uma das coisas que mais me pertuba , é que eu nunca fui forçada,sempre concedi os abusos.A penetração era anal ,e ele nunca me machucou.Acho que por isso nunca pude provar a minha mãe,e eu nunca denunciei.Eles me pediam para guardar segredo para não prejudicar minha família.Acho que nunca vou ter uma vida normal,Já que até hoje choro quando penso nisso.Eu precisava desabafar obrigada pelo espaço.

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  9. bom nao posso fala meu nome, hoje tenho 18 anos,faco 19 em desembro, e me lembro de tudo quantos anos tinha quando tudo aconteceu...
    sofri abuso da parte do meu primo ,foram anos e anos de sofrimentos, onde fui abusada naltratada,corronpida,durante esses anos vi minha infancia ir rnbora, e junto com ela toda a inocencia de uma crianca,quantas coisas perdi,e quantoa momentos eu fui privada. como disse,eu era muito nova quando tudo comecou mas me lemblo de meu primo colocando as maos em meu corpo, fui amarada os bracos e uma da perna e a boca amarada foi ai q ele me abusou ...me fazendo mastuba lo, beijando minha boca...e quanto nojo eu tenho dessas lembrancas...por anos e anos foi assim... calada sem nunca conta a ninguem...bem fala sobre isso nao e facil... sofri chorei hoje a 9 anos depois muitas coisas na minha vida mudou...nao vou dizer que superei tudo oq aconteceu, mas garanto q estou superando!!! esquecer?impossivel...as cicatrizes vao ficar na alma e no meu corpo. hoje sou casada mas na hora de ter relacao nao consigo,pois me lembro de tudo ...mas vc pode se abrir comigo ,pq sei oq vc esta passando pois eu estou passando porisso tambem

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    1. eu tbm sofri varios abusos quando era crianca sofri mais ou menos umas 7 vezes mais a maior dessas foi quando eu tinha 16 anos em 2012 minha mae conheceu uma cara de um presidio e trouxe para morar na minha casa no primeiro dia q ele chegou na minha casa ele entrou no meu quarto onde eu estava dormindo e começou a alisar minhas pernas passar as maos nos meus seios e em outros lugares isso aconteçeu por varias vezes eu com medo de contar pra minha mae o q avia acontecido fui embora de casa para a casa da minha em outra cidade dai entrei em depressao pq n era a primeira vez q sofria abusa teve mais vezs mais eu era criança foi mais facil de esqueçer um pouco mais ai eu ja era uma adolesçente q n tinha feito nada com ele pra ele fazer aquilo cmg e depois de um ano ele foi preso pq ele era viciado em drogas e roubava como ele estava cumpindo pena em liberdade qualquer vacilo elr voltava para la eu tinha muinto medo que ele mim matasse ou fizesse qualquer mal a mim fiquei mais de um ano morando fora de casa ate q ele foi preso de novo pq ele tinha roubado umas casas ai voltei para minha casa e em uma discusao com minha mae ela mim xingando por causa dele falando que eu era puta vagabunda q ue nao prestava e ele era melhor q eu ai contei tudo para ela e ela n acreditou disse q era mentira minha q ele n tinha feito isso deu um tapa na minha cara q doi ate hj mais doi na alma no coraçao e ainda ela falou q eu tava enventando tudo aquilo pq eu o amava q eu era louco por ele e ele n mim queria mais n e verdade ele abusou de mim sim ela n acredita em mim isso mim doi muinto deixar de acreditar em mim q sou filha dela pra acrediita em um marginal nojento eu tenho odio dele ele acabou com minha vida eu tenho odio de mim tbm isso doi tanto ja chorei tantas noites por causa dele perdi dois anos da minha vida foras aas outras vezes as vezes eu penso em morrer pq minha mae mim acusar tdos os dias joga na minha cara q ele e melhor q eu sera msm q eu tenho culpa o q eu fiz pra passar por tantas coisas assim ;(

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  10. Fui abusada sexualmente pelo meu padrasto. Ele sempre tocava minha vagina, vinha com palavras caronhosas: cade a piriquitinha de tio?. Eu nao tinha noção do mal q ele me fazia, eu o via como um pai. Eu tinha apenas 7 ou 8 anos e meus pais se separarm qdo tinha uns 3 anos. Certa noite, minha mae ainda.estava no trabalho e ele ficou mexendo em mim e entai concluiu o ato tenebroso. Eu lembro q pedia p ele parar pq tava doendo.e ele dizia ja ta acabando, so mais um pouquinho. Ate q eu falei ja quase chorando: tio eu queria q vc parasse com isso, ta doendo. Ai entao ele foi para o banheiro. Depois voltou, me colocou no colo. Me deu um beijo, deu um tapa em minha bunda e me mandou dormi. Lógico q elr me induziu a não contar p minha mãe. Mas a empregada assistiu pela dechadura da porta e ameaçou contar td p minha mãe se eu nao fizesse o q ela queria. Eu tunha medo de minha mae me bater. Um dia minha mae a escutou me ameaçar e aí tive q contar td, lembro q chorava muito por medo de apanhar. Ele negou td. Uns dias depois minha mae me perguntou se realmente tinha acontecido. Eu confirmei td p ela. Entao ela me perguntou se eu queria q ele fosse embra e eh sem noção disse q não precisava. Assim ela mw disse: entao a gente vai fazer de conta que nunca aconteceu e vc nao pode contar isso p ng, e nao permita q ele faça maie isso com vc, se ele tentar nao deixe e me conte. Eu disse td bem e fui brinacar. Ele nao fez mais nada cmg. Mas cresci com ele em.csa. depois de adulta tive maior noção e já chorei muiti em minha adolescência na cama escondido. Hoje sou casada e ainda sofro muito.com isso. Ele já não esta mais com minha mae, mas hj ela sofre de depressao, tem distuebio bipolar e as x fico muito angustiada. Acho q nao posso denunciar pq meu irmao e meu pai acusariam minha mae e com essss pro lemas dela talvez td piorasse. Mas.tb quero me livrar disso.

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  11. MINHA MÃE FICOU COM O (PADRASTRO), ELA NÃO ACREDITOU EM MIM, HOJE TENHO 40 ANOS , JÁ TENTEI ME MATAR, TOMO REMÉDIOS PRA DEPRESSÃO, ELA ACHA QUE ESTA CERTA, ELA COMO É ESPIRITA KARDECISTA , ELA DIZ QUE ISSO TINHA QUE ACONTECER , E TAL, DIA QUE PERDOOU O MARIDO DELA, IMAGINA COMO FICOU MINHA CABEÇA, JÁ QUE EU HAVIA IDO MORAR COM ELA ANOS DEPOIS QUE ELA TINHA ME ABANDONADO COM 3 ANOS DE IDADE , E FUI MORAR CO ELA DOS 15 ANOS AOS 17, EFOI NOS 15 PRA 16 QUE TUDO OCORREU , TEM MUITA MENINA COM 16 ANOS HOJE QUE SABE SER ESPERTA EU ERA UMA BOBA , TINHA MENTALIDADE DE 12 , PEDI AJUDA NAQUELE TEMPO MAS NINGUEM QUERIA UMA RESPONSABILIDADE DESSA , FICO PENSANDO HOJE COMO EU NUNCA PENSEI EMIR EM UMA DELEGACIA DAR QUEIXA, COMECEI NAQUELE ANO A TER ATAQUE DE PÂNICO E IR AO HOSPITAL, É MUITO TRISTE EU AQUI SOZINHA ( DIGO SEM PARENTES), FALEI PRA :TIAS, PRIMAS, UM TIO, E NADA TODOS VIVEM EM HARMONIA COM ELA ( A MINHA PROGENITORA) ELA TENTOU ME ABORTAR QUANDO TINHA ALGUNS MESES ( DE MIM ), O PADRASTRO É BEM DAQUELE TIPO, VIZINHO LEGAL , UMA PESSOA PRESTATIVA, O CARA, ( NOJENTO), E TEM SEU LADO OCULTO , HOJE ELE TEM 73 ANOS , NUNCA VOU ESQUECER..................

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    1. O Pacto do Silêncio nos faz de idiotas e não importa a idade, causa uma devastação total no ser sem defesa destinado a ficar de objeto dos desmandos deles. São assassinos mafiosos determinados instalados no Estado numa cultura masculina de guerra contra as mulheres... Entre em contato pelo Facebook: maggia8

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  12. Anos se passaram, mas essa dor não sai de dentro de mim. Preciso de ajuda e não tenho dinheiro para me tratar com um psicólogo. Moro atualmente no Rio de Janeiro. Eu tinha 6 anos quando tudo começou foram 8 anos acabou aos 14 anos, fui molestada sexualmente pelo meu próprio pai, ele acabou com a minha vida e na mesma época que eu tinha 6 anos um vizinho me estuprou fazendo penetração anal, eu nem fazia ideia do que era. Ano passado novembro de 2012, ouvi da boca do meu próprio tio que tanto amava, que ele também me molestou, estava bêbado e acabou falando, eu tinha apenas 3 anos. Hoje tenho 32 anos, solteira, não quero ter filhos, e tenho que conviver com meu pai, como se nada tivesse acontecido, minha mãe de primeira não acreditou em mim, até que as mãos de Deus, mostrou o caminho da verdade a ela, ela pegou ele me tocando, eu sou sozinha sem famíliam nunca me ajudaram, nunca fizeram nada por mim. Preciso de ajuda.

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  13. Tambem sofri,abuso com 11anos mas só com 15anos fui contar pra minha
    mãe.Sofro muito com isso porque o abusador mora do lado da minha ksa!!!!!
    :'(

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  14. Muito obrigada pelo texto,sofri agressao sexual e ja era adulta, vivia com a minha irma e cunhado, minha irma viajou umavez, eu sai com minha amiga, bebemos e quando fui p casa dormir, eu ja alcoolizada dormi na cama onde estava o perverso e ele me abusou. Logo no dia seguinte sai daquela maldita casa, e voltei a casa dos meus Pais. Ele ja tentava ha mto tempo, dava me dinheiro e finjia ser um verdadeiro irmao, quando lhe liguei a pedir satisfacao, ele disse que fui eu qem pediu p que acontecesse, entretanto ele sabia mto bem que eu estava alcoolizada, no dia seguinte ele viajou e deixou me uma carta a dizer que havia gostado e que eu deveria ter cuidado.
    Nunca cheguei a confessar literalmente a minha irma, so lhe falei que ele qeria me agredir, e entao ela me pediu p nunca dizer nada a ninguem. Ha alguns dias ganhei coragem e contei p a minha outra irma o sucedido.
    Nao consegui ter relacoes sexuais,sinto inveja de todos que vao morrendo antes de mim. Nao sei porque que isto me aconteceu a mim, rezo a Deus p ter forcas.
    Nao foi a unica vez que me abusaram, ja tb fui abusada por mais duas tres pessoas, em todos os casos eu estava bebada. Que Deus me ajude a nao beber eh muita traicao de gente proxima.

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  15. eu tenho 15 anos, e quando tinha 5 anos estava na casa da minha avo, e o meu irmao de 7/8 anos foi la ter para me visitar, fomos para o quarto ver televisão, e a minha avo ficou na sala, qando tavamos a ver, ele disse pa irmos dormir e fomos, ele estava atras de mim e puxou as calças e os boxers para baixo, e deois as minhas cuecas e penetrou no meu anus. depois disse para chupar o penis dele. Há 3 meses atras tive um namorado que so queria ter relaçoes sexuais comigo (era da mesma idade) uma parte dele acreditava em mim, mas outra parte nao. nao fizemos nada, nao queria. e descobri que ele andava comigo e com outra ao mesmo tempo. agora tenho um namorado mais velho, e tratame bem, sei qe me ama e que nao e como ele. Mesmo que ja se tenha passado 9 anos e ter sido o meu proprio irmao, nao consigo fazer nada / e mesmo qe se tenha passado 4 meses do qe o meu ex me fez, nao o amo, mas sinto nojo dele, por tudo o que ele fez, alias por tudo o que eles fizeram, tenho raiva do mundo inteiro. tenho medo qando passam homens por mim, qe me aconteça algo. nao sei o que fazer

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  16. Oi tenho 30 anos mais desde os 4 fui abusada por meu padastro, e só parou quando tinha 12 anos ,minha mãe nuca soube, nuca tinha contado a niguem, meis eu sou muito agresiva, dai um dia contei tudo para meu marido, ele mi da muita força mais ta aconteçendo algo comigo que não entendo ,tipo eu distoço as lembranças , eu eu não gosto de ficar perto se tiver só um homen por que mesmo que ele não mi toque a minha cabeça diz que algo aconteceu e eu não consigo mi lebra realmente das coisa mesmo que acabo de acontecer a minha cabeça começa a penssar e a distoçer a minha lebrança.

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  17. Fui abusada a minha infância toda pelo meu pai....foi horrível...sofro ate hoje....É preciso cuidar de nossas crianças...falar sobre o assunto....POR FAVOR...

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  18. Eu te entendo e sei o que está passando! Entre em contato comigo p conversar com alguém que te entende e pode tentar te ajudar. Eu estou montando um blog (tá vazio ainda só 9 postagens), que rompe com o meu silencio e traz a tona a minha história, como eu consegui tomar coragem aos 20 anos de idade de procurar ajuda psicologica, como consegui falar dos meus problemas, medos e anseios, e como isso tem me ajudado ao ponto deu também querer ajudar quem sofreu do mesmo mau que eu. http://projetoblackbird.blogspot.com.br/ ou entre em contato comigo por email do google. Peço desculpas a dona desse blog por explicitar meu endereço, mas peço que entenda que não estou fazendo publicidade. Agradecida :)

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  19. Eu comecei a sofre abuso com 5 anos de idade e foi até os meus 9 anos eu sofri abuso de 3 pessoas um vizinho meu primo e a esposa do meu tio, eu nunca falei pra ninguém porque eu tinha medo e quem ia acreditar em mim ou quem ia acreditar que uma mulher estava abusando de uma criança e principalmente a esposa do meu tio.hoje eu estou com 35 anos nunca tive namorada,com a ajuda da terapia eu comecei a ver um outro mundo,percebi que tem alguém que gosta da minha pessoa e que as pessoas não só querem abusar da minha pessoa.Mas ficou um problema muito grande por quer eu tenho um albido muito grande eu peso em sexo direto eu achava que sexo tinha que ser com pessoas sujas.

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  20. descobri que minha filha foi abusada pelo pai, ela tem 12 anos agora, mas aconteceu aos 9 pra 10, to com tanto ódio que se eu o encontrar eu o mato, de verdade, como pode fazer isso com a propria filha??? odeio tanto ele que meu corpo ta em convulsão, pressão alta e diarréia

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  21. Preciso de ajuda não sei o que fazer fui abusada três anos e meio poucos da minha família sabe mas só minha mãe acredita ele não receberá nenhuma punição e disseram q eu tbm tinha culpa eu não sei o que fazer e estou me sentindo culpada tenho 13 anos

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  22. gostei do texto e agradeco visto que no momento da agressao eu era tao pequeno e inocente

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  23. Quando eu era pequena na minha festa de aniversario de 11 meu irmao mais velho mim levou ao banheiro e disse que era para eu tira meu vestido para agente fazer oque ele tinha visto em um filme eu fui muito idiota e tirei nao tinha a menor ideia do que era aquilo eu ia tira a calcinha tambem mais ele falou para eu nao tirar para nao engravidar depois disto ele começou a ir para minha cama pela madrugada e se esfregar em mim enquanto dormia e quando eu acordava eu chorava e reclamava com ele sempre pedia desculpa eu rezava todas as noites para esquecer que havia acontecido tem uma vez que descubrir que ele enrrolava um saco no penis depois ia na minha cama e ele sempre pedia desculpa eu sempre aceitei a acreditava nele comecei a crescer e ele ficou mais ousado mim distanciei dele como podia evitava pensa no assunto quando estavamos sozinhos. cresce e sou complexada com tudo nao conheço nada na falo com ningum nao tenho amigos estou escrevendo esta declaraçao escondida . e hoje faz um mes que ele foi a minha cama durante uma tarde que estava sozinha no quanto e se esfregou em mim eu estava de calça deans e sentir seu penis nojento tocando em mim ele parecia querer transar de verdade comigo sem barreiras teve uma vez que achei que estava achando que estava gravida dele e contei para minha familia e agiram normamente minha mae provavelmente conversou com ele mais so isto hoje tenho nojo de sexo e medo d dormir no meu proprio quanto nesta ultima vez eu sabe eu pensei e se eu tivese acordada e se eu tivesse gritado acredito que ele mim mataria sei la talvez ele seja doente talvez seja nisto que eu queira acredita depois de fazer oque fez ele foi para igreja ele nunca mais tinha ido a igreja elee foi eu ia denucialo peguei meus documentos mais tive uma ideia idiota de contar para minha mae e la foi perguntar para ele tipo ela nao acreditou em mim e creio que ela achou que ele ia dizer que fez isto e aquilo . ele disse a ela que nao fez e se quando eu contei ela nao acreditou imagene a policia eu ia cabar destruindo minha familia eu acho que sou um MOSTRO como posso ir a policia sendo que vou destruir minha familia minha vo vai mim odiar todos vam sentir raivar de mim por destruir tudo oque toco

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  24. hoje faz 2 anos e oito meses que tudo aconteceu,ele era meu amigo. A gente fazia tudo junto,mas culpa foi minha não devia confiar tanto em pessoa assim. Eu estava voltando do curso ele me ofereceu uma carona como agente era amigo eu aceitei. ele no meio do caminho disse queria que eu conhece um lugar, chegando lá ele pedi-o para ficar comigo, mas não aceitei então ele abusou de mim. sinto tanto nojo vomito e choro por horas sem parar, já tentei me matar 3 vezes. Devia ter sido mais espertar tenho 22 anos não sou uma menina. hoje luto todos os dia contra o monstro dentro de mim que devora a cada dia.

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  25. _____________ Parte 2: Caso Kristian ______________________

    Continuando o assunto:

    So que o pesadelo nao teminou.... estou divorciada ha 6 meses... meu filho comecou a reclamar que ele sofre abusos sexuais do pai e do avo. Ele fala do nome dos dois, descreve cenarios de como aconteceu e lugar, sempre a casa do avo, pois ali o pai fica com o menino Quando vem pegar meu filho a cada duas semanas. A cada 2 semanas o pai fica com o menino sexta-sabado-domingo, o menino volta no Domingo.
    Novamente voltei na delegacia e dei parte do pai e do avo. Estou lutando agora para conseguir a custodia completa do meu filho ou visitacao com condicoes (o pai pode visitar o filho, nao pode levar, e tem que ter uma Pessoa olhando Quando ele for falar com o filho, por exemplo eu, ou uma Pessoa do governo/prefeitura). Eu luto pela custodia completa. Desde que me divorciei vivo sozinha nao tenho nem namorado, so tem o avo e pai como figura masculina na vida do meu filho. foram eles! Meu filho e pequeno, mas inteligente corajoso, ele nao mente!!! Eu acredito no meu filho e vou lutar pela justica e o direito dele.
    Eu nunca vi o pai fazendo nada com meu filho Antes, Quando ainda eramos casado, mas na epoca ele nao dava atencao para o menino, e eu tomava conta dele o tempo todo em casa. Nao dava para acontecer, mesmo assim o menino se apresentava bem, muito bem, o problema veio com a separacao.
    Me separei do meu ex marido onde fui casada 10 anos. Ele era um homem frio e calculista. Encontrou outra mulher e estava querendo se dar bem finaceiramente. levando todo nosso dinheiro. O dinheiro foi, carreguei o meu filho, que e a unica riqueza que me interessa.
    Mesmo assim nao e facil.... o menino, ao mesmo tempo que me pediu ajuda, fica confuso com tudo. Me conta coisas horrendas, ate o ultimo episodio, onde o pai tentou cortar o seu anus com uma faca. Dai eu nao entreguei mais o menino para ele, estamos lutando na justica. O menino tambem se recusa dar mais detalhes do acontecido, dizendo que e *bom amigo do pai e do avo*, se sente culpado e nao quer ser traidor, traindo a *amizade* do pai e avo. Com isso minha luta fica mais dificil, pois o menino tera que dar o depoimento dele tambem senao perco o caso. Mas tudo Esta documentado na policia, se eu tiver que ser obrigada, pela justica, a entregar o menino, reabro o processo assim que ancontecer mais algo com o menino... fico de olho!!!
    Termino aqui este texto desejando que Deus olhe pela alma de todas as pessoas que sofrem e sofreram abuso sexuais, pois isto destroi a alma da Pessoa... e muito triste. Que Deus livre as criancinhas de sofrerem este mau perverso.
    Faco tambem meu comentario, Quando tudo isso terminar, se meu ex-marido, eu ganhado a custodia do menino completa, vier me perdir perdao arrependido do que fez.... acreditando em Cristo, o que eu acredito de todo coracao, eu direi que o perdoo... perdoar nao e esquecer, mas sim tocar o barco para frente e parar de relembrar e sofrer. Eu nao deixarei ele ver mais o menino, porque nao da para esquecer e ficar olhando para cara dele 2 vezes por mes. Eu vou guardar todo material de prova, e Quando o menino crescer mais, ficar mais adulto e fora de perigo - uns 16 anos de idade - vou contar tudo em detalhes e deixar como escolha dele mesmo, procurar o pai ou nao... o menino decide! Anttes disso nao!!!
    Terminando aqui, uma mae que ama seu filho e sente por todos que sofreram do mesmo, como seu filho. ---- Anonimo ----

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  26. Tenho 22 anos e a quase um mês fui abusada perto de casa por um assaltante, ele estava armado, pegou meu celular, me obrigou a subir na moto com ele e falava o tempo todo que ia me matar se eu tentasse alguma coisa, depois de me abusar ele deixou eu ir embora. Já fui na polícia e procurei ajuda médica e estou tomando medicamentos contra DST. Eu queria contar logo pra meu entes queridos, pq estava desesperada por um pouco de consolo, contei pra meu esposo, pra minha família e umas amigas, minha família e minhas amigas preferem fingir que já está tudo bem e só fazem eu me sentir pior, por isso não contei a mais ninguém, meu esposo foi muito compreensivo e tem me ajudado muito, só tenho ele com quem contar, mas eu sei que estou colocando muito peso nas costas dele e tento evitar falar sobre o assunto e seguir minha vida normal mas é muito difícil. Me sinto infeliz e com medo o tempo todo, emagreci muito pq não consigo comer, às vezes nem levanto da cama, tenho medo até de chegar no portão de casa, a impressão que eu tenho é que qualquer pessoa que me vir vá fazer algum mal comigo, minha vida tem sido um inferno. Eu só quero que isso passe logo.
    Mas esse texto fez eu me sentir melhor, como se visse quase que exatamente o que estou passando agora, como se eu não estivesse sozinha. Obrigada.

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  27. Sofri abuso sexual entre os 9 e 11 anos de idade com meu tio, ele era muito proximo da familia, meus avos e minha mae com quem eu morava confiava muito nele, deixando minhas irmas e eu sozinhas com ele na sala, no quarto, brincando, ate que ele comecou a ter contatos intimos, por cima da roupa, nos colocava em seu colo e nos acariciava de maneira sexualmente abusiva, minhas irmas bem menores, nao entendiam, eu as tirava de seu colo e me colocava em seu lugar, se ele quisesse fazer aquilo que fizesse comigo, tinha medo de arruinar a familia contando que o que ele fazia, tinha vergonha, tinha dores terriveis na barriga sem diagnostico (agora sei que foi por causa disso), sofri muito com o passar dos anos, problemas para me relacionar, confiar, achei que tinha superado agora depois de quase vinte anos, mas tive uma filha recentemente e o medo que ela passe pelo que eu passei, pesadelos, problemas no relacionamento conjugal voltaram, este site me ajudou muito, para pensar que posso transformar esse medo em vigilancia e nao me permitir a auto destruicao, com relacao a obesidade, solidao, ansiedade. Obrigada.

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  28. Olha tenho 15 anos e fui vitima de uma tentativa de estrupo ,no ano passado .Eu estava indo para escola ,no dia resolvi ir por um caminho diferente ,quando estava virando a esquina vi que uma moto se a proximava ,eu não olhei para trás para ver quem era ,porque achava que era um amigo do meu pai porque a moto estava bem perto de mim.Eu olhei para o lado sorindo ,quando vi um soriso de prazer desconhecido ,era um homem com capacete ,roupa e moto preta.Logo senti o dedo dele dentro de mim ,a sensação que eu tive foi de medo ,achei que ia morrer !Eu não tive a iniciativa de gitar ,só o empurrei e perguntei se ele tava louco!Ele ia descendo da moto quando um sr. de idade virou a esquina e olhou para mim ,mas nem ele e nem ninguém me ajudou ,olha que a rua estava cheia de gente .Eu não tive a ação de volta para casa que era ali perto ,virei a esquina e continuei meu caminho para a escola ,e vi ele olhando para trás. Meu corpo começou a tremer ,eu não tinha mais ar para respirar ,era como se as pessoas estivessem ali pertinho de mim mas ninguém podia me ajudar .
    Quando cheguei na escola fui direto para sala sentei abaixei a cabeça e comecei a chorar ,eu queria de alguma forma sair daquele pesadelo .Fui até a cadeira da minha amiga ,contei tudo a ela ,só que ela não deu muita ideia .Então fui na direção chorando ,não consiguia falar e pedi para ligarem para minha mãe. Contei a ela ,ela ficou em choque.Quando chegamos em casa ela ligou pro meu pai ,eu entrei no banheiro e comercei a chorar ,fui pro chuveiro ,queria me limpar de alguma forma ,foi como se eu estivesse toda suja de lama ,passei horas no banho mas aquela sensação não passava .
    (…)
    Hoje todos acham que eu superei,mudei de escola ,meus pais acham que foi porque eu cansei daquela escola ,mas a verdade e porque não aguentava mais usar aquele uniforme ,pois me lembra do pessadelo que eu vivi ,e que tirou toda minha inocência ,toda minha coragem ,confiança!.. hoje não consigo falar sobre isso ,a falta de ar volta e eu começo a tremer .Muitos acham que eu já superei isso ,só que não!.. Eu não consigo andar na rua sem o medo de ser ataca ,sem o medo de ser violentada ,sem o medo de não consigui ter ação se isso acontecer .Se estou anadndo na rua e vejo um homem ,já penso em uma forma de machuca lo ,caso ele me ataque .
    Meus pais me colocarm no transporte ,eles acham que isso vai me proteger !..só que eles não intende que eu não me sinto bem com isso ,quando estou na rua ,desejo que passe uma amiga que me acompanhe até em casa .Quando estou no transporte me sinto presa .
    Eu sei que meus pais me amam e querem me proteger !.Só que eles não intendem que assim eu nunca vou superar o meu medo ,que eu nunca vou consegui me sentir livre ,que eu nunca vou me sentir preparada para respira ,andar e sorir na rua ,como antes .
    Eu sei que muitas garotas ,mulheres ,já passaram por coisas piores do que eu ,e que elas já consiguiram superar .
    Mas eu não consigo ,não consigo .Talvez um dia quem sabe!...sei que pra muitos não foi muito serio o que aconteceu, mas para mim foi sim!..alguo em mim morreu ,se perdeu !...e acho que não consigo recuperar a minha coragem.

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  29. Obrigada por este texto, me ajudou muito.

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  30. Eu nao tenho certeza qual foi a idade q o meu pai comecou com o abuso. Tenho lembrancas dos 3 ou 4 anos, de estar durmindo na cama da minha mae e sentir o colchao mexendo e pensar, la vem ele de novo. Lembro da mao dele grande tapando a minha boca, e do peso dele em cima de mim, me sufocando, ele ae esfregava em mim. Aos 5 anos e meio ele me estuprou pela primeira vez. Fiquei em estado de choque, e tao pequena me preocupei em lavar o sangue das minhas pernas para ninguem ver, e ainda olhava pra ele para ver ae ele estava me aprovando. Ele mentiu pra minha mae dizendo q du tinha visto um gatinho morto e por isso estava tao triste. Eu nao sei quantas vezes mais ele fez isso ate os meus 11 anos..minha memoria de infancia se apagou....sei q foram varias...nao entendo ainda porque nunca pedi ajuda, nunca recebi educacao sexual, na epoca nao sabia a diferenca entre o amor de pai e do abuso...me identifiquei com todas as fases q o texto relata, principalmente a se sentir morta, como estrangeira a sua alma e o sentimento de nunca ter sido feliz....ja evolui muito mas ainda sei q preciso me perdoar e tomar posse da decisao de merecer o amor sem sofrimento. Ainda preciso de ajuda.

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  31. Estou passando por isso exatamente nesse momento eu contei pra minha irmã o que meu cunhado estava fazendo mas dois dias depois ela voltou com ele.
    Ela me pediu segredo mas tdo isso está me fazendo muito mal.
    Não consigo sair da cama,não quero trabalhar, não quero comer.
    Eu sinto muito ódio e as vezes dela tbm.
    Eu quero sumir pq está muito pesado eu não consigo.

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  32. Sofri abusos feitos pelo meu padrasto (ele me tocava) e eles duraram 1 ano até que um dia resolvi contar à uma amiga, meu namorado e assim consegui ter coragem e contar à minha irmã. A reação da minha irmã como seguinte dos meus irmãos e minha mãe foi de horror e em seguida de incerteza... Hoje ainda não acreditam, esqueceram, fingem que nada nunca aconteceu em nossa casa, em nosso carro. Não gosto de lembrar detalhes, me sinto culpada, envergonhada, acho que fui culpada de tudo que me aconteceu. Hoje com 14 anos (sofri abusos com 13), ainda moro com meu padrasto, não consigo olhar pra ele, não consigo fingir, sinto que tudo vai desabar e a culpa é minha. Gostaria de nascer de novo, gostaria de ter meu pai de volta, gostaria de esquecer o que ouvi, gostaria de não sentir as mãos me tocando e gostaria de ser uma pessoa boa como qualquer outra.

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  33. Parece que li minha própria história... e continuo calada! Quem sabe agora eu tome coragem. Muito obrigada pela reportagem!

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  34. Sofri abuso sexual, fui idiota, pensei que era meu amigo, ele se aproveitou de um momento de fraqueza, me tocou, me instigou, isso não sai da minha mente, aqueles momentos, me sinto completamente culpada pelo que houve, não posso contar a ninguém, porque ninguém entenderia. Faz apenas um dia e eu estou assim, não sei se vou ter forças para conviver com isso.

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  35. eu era muito pequena, muito inocente... quando um monstro abusou sexualmente de mim, um tio. ninguem nunca soube, eu ate culpo os meus pais, "onde estavam eles?". isso foi a 14 anos atras, agora eu tou com 19... eu sou uma pessoa completamente diferente, estranha eu sou"desvio do padrao"... timida, nao consigo me socializar, tenho vergonha do meu corpo, minha auto-estima é muito baixa, tenho pensamentos obscuros como vontade de me suicidar e vontade de ser possuida por outra personalidade. tenho problemas genecologicos, como corrimento, nao tenho vontades sexuais, nao consigo manter relacoes sexuais, tem vezes em q chego a pensar que sou lesbica ou bissexual... o pior é isso ser um segredo q me roe por dentro a cada dia, mas nao posso dizer a ninguem... os meus pensamentos ja nao sao os mesmos, meu "eu" hoje, é diferente do antigo porque a cada dia q passa as lembraças aumentao e eu fico confusa, assustada, nao sei como superar isso... preciso de ajuda, q nao seja familiar.... existe muita coisa sobre mim q nao esta como devia estar.... eu sou uma jovem, cheia de pressao, familiar: eles pensam q sou lesbica ou q estou louca!

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  36. Eu sinto exatamente a mesma coisa q vc.sinto q sou less ou bi..nao tengo desejo sexual....penso em suicidio e matar meu pai (o abusador) e sinto q quero ter varias peraonalidades...as vezes penso em ser da paz..ir pro tiber as vezes penso em virar uma ceiminosa psicopaya jihadista e descontar np mundo a minha raiva...mas no fundo eu so qieria amor

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  37. Eu sofri abuso sexual do meu pai dos meus 11 aos 14 anos e pensei que estava vivendo no inferno, mas tudo piorou quando contei para a minha mãe que não acreditou em mim, continuou vivendo com ele normalmente, ate o dia que ele contou tudo para ela e minha irmã mais nova e então ela se separou dele, mas desde então ela nunca mais me tratou como sua filha, percebo que no fundo ela tem raiva de mim, e ela sempre deixa claro que ama ele. E eles continuaram juntos, em casas separadas, mas juntos. Minha irmã chora quase todas as noites e tem pesadelos ela me disse que ele contou todos os detalhes.eu amo minha mãe, como ela pode ama-lo e conviver com ele, ir para festas com ele, dormir com ele , sabendo de tudo o que ele fez??? Vendo que ele destruíu minha vida e a da minha irmã????

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  38. Parabens por escrever tudo isso, quem abusou de pessoas deveria ler isso e perceber o quão perturbado é

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  39. Tenho nojo de gente assim!! Nasceram para destruir a vida das pessoas!! Também sofri isso, e fico no silêncio, fingindo que nada aconteceu!! Vou fazer terapia para ver se supero de uma vez!!

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  40. Sei que é dificil pra vc falar com alguem sobre esse assunto mas isso so vai piorar com o tempo. Uma hora você vai ter q falar. Nao foi facil pra mim tambem falar e quando falei ninguem acreditou e isso me deixa triste ate hj. Choro sozinha, me afastei das pessoas...

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    1. Deveríamos ter mais espaços de conversa sobre esses assuntos importantes e com pessoas preparadas para ouvir e dar algum encaminhamento, pois o resto dos mortais não sabem o que fazer contra tal prática perversa milenar.

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  41. Meu ex namorado hj veio me ver ate ai td bem,converamos ate q rolou um flash back e nos beijamos ate q ele resolveu me forçar a fazer oq nao quera,em td momento eu pedia pra ele me soltar e ele disse q se eu gritasse ia ser pior,quando ele resolveu me largar fui pra longe dele e ele disse q a culpa era minha q eu tinha estigado ele,eu nao e se isso pode ser considerado abuso, estou confusa e acho q tive um pouco de culpa
    nao sei oq fazer

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  42. SIm, é muito difícil falar e seria bom só falar em ambientes protegidos, nem homens nem mulheres recebem esta denúncia, o sistema é armado, há milênios, para os abusos deles, uma tradição abominável de nos fazer a todos de objeto obediente... Fiz uma proposta de trabalho para tratar os traumas e gostaria de acompanhá-l@s nesse transcorrer... Agradeço os testemunhos.

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