18 de dez. de 2016

Grupo no Facebook

Olá,

Vamos nos reunir num grupo?

VIVI - Depoimentos de Vítimas de Violências
https://www.facebook.com/groups/1419247561442482/

Aguardo vocês! Penso que facilitará nossa comunicação!

Nos links abaixo, uma outra forma de apresentar os textos do
BLOG DE APOIO ÀS VÍTIMAS DE VIOLÊNCIAS,
dá pra baixar em PDF e imprimir para ler em forma de
livro de papel, se preferir.

Categoria: DIREITOS HUMANOS,
PSICOTRAUMATOLOGIA E VITIMOLOGIA
PESQUISA E TRATAMENTO PARA ESTRESSE PÓS-TRAUMÁTICO

http://www.zinepal.com/ebook/mirian-giannella/257826
http://www.zinepal.com/ebook/mirian-giannella/257826
http://www.zinepal.com/ebook/mirian-giannella/257837

Mirian Giannella, psicoterapeuta pesquisa o tratamento
para estresse pós-traumático consequente das violências.
Deixe teu testemunho!

2 de dez. de 2016

Em atenção às vítimas,

Lindos depoimentos cheios de dor, e é sim uma loucura o que eles instauram, 
mas os loucos são eles. É absolutamente intolerável conviver com um pai abusivo, que trai todas as Leis, e que só obedece seus instintos perversos, e para quem o outro não existe é psicopata e se coloca fora da linguagem. 

Para a criança é inconcebível!

Do pai, justamente, se espera incentivo para o crescimento, 
investimentos no nosso futuro, e crédito em nós, mas nos traem! 
Estão num projeto de destruição? No fundo, é para que fiquemos ao lado deles, cuidando deles até a morte! 

O pior é não sabermos da morte de quem que se trata. 
Então, coloque a morte ao lado deles, e saia você desse lugar! 
É um roubo de identidade, uma violação, pois o desejo do agressor
se apropria da vítima, a sombra do agressor se projeta sobre a vítima, 
e se coloca no lugar dela feito sombra. Não é? Separe-se da sombra iluminando-a! 

A solidão é atrós pois poucos terão empatia e saberão o que nos dizer 
se a Justiça, quem deveria separar vítima de agressor, não cumpre sua função, nos deixando à mercê da crueldade!  Procure grupos focados no atendimento às vítimas de violências! 

Cuidar do corpo, da alma e do espírito são nossas tarefas doravante. 
Estar ativ@ na reapropriação do corpo e do desejo é o melhor que podemos fazer por nós, agora! Focar na respiração é tudo de bom!

Os depoimentos que estamos lendo da palavra liberada das vítimas é nossa cura, nos vemos e nos sentimos e percebemos que não estamos mais sós! Cada depoimento traz de volta a vida, comovendo realidade tão cruel. 

Estou em São Paulo, capital, Butantã, entre em contato!   
apoioasvitimas@gmail.com

Abraços
Estou ativa no Facebook
https://www.facebook.com/Maggia8

VIVI - Depoimentos de Vítimas de Violências e Negligências

 -  https://www.facebook.com/groups/vivi7/

no Twitter - @magia8


19 de fev. de 2016

Abusos Sexuais na infância - o que fazer?

Um vídeo muito instrutivo 

sobre abusos sexuais na infância -> 

https://www.facebook.com/GuardaNacionalRepublicana/videos/844846892279698/

No Brasil, disque 100.


Violência Doméstica e sexual disque 180

CIDADANIA E JUSTIÇA

Violência contra mulher é combatida com disque-denúncia

Enfrentamento

SPM oferece Ligue 180 para receber ocorrências. Aplicativos e campanhas também são ferramentas para que pessoas denunciem abusos
http://www.brasil.gov.br/cidadania-e-justica/2014/06/violencia-contra-a-mulher-e-combatida-com-disque-denuncia-e-campanhas

19 de jun. de 2015

Vítimas de violências - proposta de trabalho para lidar com os traumas

De vítima a sujeito de direitos!


Infelizmente, é uma maldição milenar contra as crianças sermos feitas de objeto sexual, de abusos e violências físicas e morais. A omissão e a negligência contra os abusos é generalizada. Ficamos isoladas sem ter a quem apelar pois  a Justiça, que deveria NOMEAR crime, criminoso, arma do crime, vítima, dano, punição e reparação, não cumpre sua função, protegendo abusadores, cruéis assassinos... 
Há uma determinação milenar satânica, patriarcal, religiosa, militar, fascista em tudo isso. Eles executam a função da morte e a vida se debate em sua defesa, sempre! 

Tendo em vista os inúmeros testemunhos nos comentários, faço esta proposta para lidar com os traumas e gostaria que tentasse me enviar algum relato e/ou desenho. 

Buscar formas de reatualizar a cena pra se situar nela. 

Poderia tentar encontrar formas de expressar e nomear o ocorrido?
Representações em desenho, palavras, danças, sim, 
dançar o vivido pode ser fundamental! 
Depois, relate a reatualização da vivência, desta vez já de outra posição. 

O problema é que a gente não se vê e nem entende por não ter os conceitos pra antecipar o que é crime, abuso, violação da integridade do corpo físico, psíquico, anímico e suas consequências em termos de morte psíquica. Para se ver, é preciso se colocar no lugar do agressor, para ver os danos causados e repará-los. Faça a reparação você mesm@! Atue simbolicamente e sobre o corpo curando as feridas, abraçe-se, toque-se, aproprie-se do teu corpo, desaloge o desejo do criminoso violador. Ao nomear a vítima, uma mágica acontece, renascemos para nós mesm@s! 

Crime é toda violação à integridade física ou moral.

O quadro abaixo mostra o que seria interessante nomear para tomar distância e se separar da culpa! Sim, porque depois dos crimes, a culpa é nossa, numa inversão e impostura de psicopatas em cultura de guerra contra as crianças! 

Se possível, gostaria do relato de como isto se fez e se deu e se lhe trouxe alívio, se isto trabalhou e transformou você e como? Dúvidas, sugestões? 
Que outros pensamentos lhe surgiram?
Esta é uma sugestão de abordagem a ser verificada para aprimoramento. Podemos combinar encontros conforme a demanda. 
Entrem em contato, estamos em São Paulo, Caxingui/Butantã.

Agradeço as contribuições que podem ser feitas nos comentários do blog ou para o e-mail: apoioasvitimas@gmail.com

Vou subir outras postagens que podem ser lidas no blog. Reconhecer os sintomas pode ser de grande valia. 


Para o atendimento às vítimas de violências, 
tentar encontrar maneiras de expressar e nomear
                                                               A VIOLÊNCIA
O CRIME

física
sexual
psicológica

O CRIMINOSO
pai
padrasto
irmão
tio
vizinho
A ARMA DO CRIME OU AS ARMAS
mão
objeto
sexual
arma branca faca 
arma de fogo
assédio moral 
A VÍTIMA
idade
sexo
local


OS DANOS
Físicos
Psíquicos
Estresse pós-traumático


A REPARAÇÃO
Acompanhamento terapêutico, cesta básica...
PUNIÇÃO
Que tipo de punição pensa que o agressor mereceria? 
E os cúmplices omissos (mãe, tias, madrinhas, avós, primos...)?

Mirian Giannella
Observatório da Clínica pesquisa a violência e suas consequências
e-mail: apoioasvitimas@gmail.com

4 de mar. de 2015

Serviços de Atendimento à mulher em situação de violência

No site, aparece o mapa do Brasil, clicando sobre o Estado de residência encontra-se os serviços disponíveis. Neste Dia 8 de março da Mulher várias atividades ocorrerão, procurem se informar sobre os serviços disponíveis... Mulher é pela vida! Não desperdice a tua pela safadeza deles!

https://sistema3.planalto.gov.br//spmu/atendimento/atendimento_mulher.php

Pintura de Raquel Celeste, Óleo sobre eucatex, 1963


19 de fev. de 2015

Ricos testemunhos

Pessoas queridas,

Ricos depoimentos cheios de dor e angústia, eles precisam saber quanto mal nos fazem com essa traição intrafamiliar, que nos deixa totalmente indefesxs e expostxs à novas agressões ou a comportamentos de evitamento.

O pior é que é uma tradição que vem desde a noite dos tempos, a tirania dos homens é obscena, abjeta, sim, eles são criminosos e as pessoas próximas são omissas, o que nos deixa abandonadxs na maior crueldade dos maus tratos, da humilhação da desautorização da sua verdade.

Falar é o começo da cura, mas o fim seria papel da Justiça que raramente o faz, embora haja tentativas de melhorar o atendimento às vítimas de abusos sexuais e violência doméstica. 

O papel maior da Justiça seria de nomear crime, criminoso, arma do crime, vítima, dano, reparação e punição. Mas, trata-se de todo um sistema de dominação para que fiquemos de objeto das violências, enquanto nos roubam tudo, até a vida. No lugar de interditarem os agressores é a vítima que fica interditada de viver, numa total inversão de valores e de proteção à dignidade de crianças indefesas que deveriam ser protegidas pelos pais.

Uma maneira de lidar com tais descaminhos humanos é representar em desenho, palavras e ações o crime, o criminoso, a arma do crime, a vítima, o dano, a reparação e a punição desejadas, pois muitas vezes, é a passividade que gera o ressentimento, como não tínhamos maturidade para reagir, para colocar limites, para sair da cena e ficamos paralisadxs de medo, precisamos colocar em movimento as energias que ficaram lá estagnadas e que impedem os fluxos de nossas vidas.

Agradeço de coração todos os depoimentos.
Continuemos em comunicação.

Mirian Giannella

CIDADANIA E JUSTIÇA

Violência contra mulher é combatida com disque-denúncia

Enfrentamento

SPM oferece Ligue 180 para receber ocorrências. Aplicativos e campanhas também são ferramentas para que pessoas denunciem abusos

22 de mar. de 2012

EDUCAR AGRESSORES PORTUGUÊS - FRANCÊS

Ele reeduca homens violentos em uma ONG feminista 18/03/2012
(Valéria França, de O Estado de S. Paulo)

Sergio Barbosa é coordenador do primeiro grupo de SP feito para mudar o comportamento de homens agressores. Todas as segundas-feiras, um grupo de aproximadamente dez homens se reúne em um sobrado de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo. Com profissões e escolaridade distintas, eles têm em comum um histórico de agressões físicas e psicológicas contra mulheres. Na coordenação desse grupo está o brasiliense Sergio Barbosa, de 45 anos, professor de Sociologia e Filosofia, que depois de muitas andanças pelo Brasil, se estabeleceu em São Paulo. Filho de militar baiano com uma dona de casa capixaba, trabalha há duas décadas pela igualdade de gêneros. Desde 2006, é voluntário do Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde, organização não governamental que pegou um caminho alternativo para tentar cortar o ciclo da violência contra a mulher: o de reeducar os homens. Caminho no qual a Justiça também acredita.

Desde 2010, a Vara Central da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de São Paulo, na Barra Funda, zona oeste, direciona os homens agressores para a ONG. "Eles chegam bravos, odiando a ideia de estar em um grupo de homens organizado em um coletivo feminista", diz Barbosa. "Sou amasiado e estou aqui por brigas antigas. A juíza me condenou a participar", diz um motorista de 35 anos, integrante do grupo. "No início, eles se sentem injustiçados. Acham que não fizeram nada de mais", explica Barbosa, que com o resto da equipe faz uma série de atividades para desconstruir a figura do machão controlador. "Tentamos mostrar que para ser homem não é necessário bancar o durão violento. Ajudar na educação dos filhos e mesmo nas tarefas do lar não afeta a masculinidade", diz Leandro Feitosa Andrade, de 52 anos, professor de Psicologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC), outro voluntário do Coletivo que trabalha com Barbosa na reeducação dos homens. Todos os orientadores são homens. No caso de Barbosa, ele parece ter sido escolhido a dedo. Antes de se formar em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, trabalhou no garimpo em Xambioá, município do estado do Tocantins. Homem de traços rústicos, provoca empatia imediata nos integrantes do grupo, conhece a realidade desse público, e não se choca à toa. "Meu pai queria que fizesse ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica). Eu até passei no exame, mas ansiava por outra vida. Fui ganhar dinheiro no garimpo." Aos 20 anos veio para São Paulo, entrou na PUC, e SE engaJou numa ação comunitária com prostitutas, garotos de programas e travestis na zona leste da cidade. Daí para o trabalho pela igualdade de gênero foi um pulo.

Ao todo, são 16 encontros semanais. No início, os homens se apresentam e contam suas histórias. Os motivos para a violência são quase sempre os mesmos: sentimento de posse, ciúmes, educação dos filhos e machismo. "Acham que só eles podem fazer determinadas coisas, como trabalhar e não cuidar das tarefas domésticas ou sair com os amigos para uma noitada. Quando são desafiados, partem para agressão", diz Barbosa, que entende bem sobre negociações em família.

Casado com uma médica infectologista, é pai de três filhos - Juliana, de 15 anos, Lucas, de 14 anos, e Sarah, de 4 anos. Escolaridade. Nenhum agressor aceita ser colocado em xeque, independentemente do grau de escolaridade. "No grupo, muitos frequentadores têm curso superior e acreditam que são representantes da honra e do poder." Um comportamento que, segundo ele, se repete em outros ambientes como nas universidades. "Há muitos casos de mulheres que foram drogadas porque os parceiros queriam sexo e elas, não. O estupro não é denunciado." Barbosa dá aula de Filosofia e Sociologia nas Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), na Liberdade, centro de São Paulo. Para mudar tantos preconceitos, vale tudo: psicodrama, palestras e atividades paralelas. "Dizer que a cada 15 segundos uma mulher é agredida não sensibiliza o homem. É preciso chamá-lo para a responsabilidade."

No grupo, o depoimento de agressores com passagem pela prisão tem efeito moral sobre os demais. "Fiquei 115 dias preso. Lá dentro é cruel, principalmente para a gente, que não é bandido, que é trabalhador. Se puder evitar...", diz um jovem do grupo, de 19 anos.

Noções de direitos humanos e da Lei Maria da Penha também fazem parte do programa. A ideia é acabar com o sentimento de impunidade. Questões de saúde sexual, como a importância do uso da camisinha, também são abordadas. "Tem homem que acha que mulher que carrega camisinha na bolsa é vagabunda", afirma Barbosa.

Academia de Polícia. Alguns alunos frequentam também o curso da Academia de Polícia de São Paulo, batizado de Projeto de Reeducação Familiar, constituído de seis encontros mensais com palestras. "O projeto é fruto de um Termo de Cooperação entre a Secretaria da Segurança Pública, a Polícia Civil, a Academia de Polícia, a Secretaria de Justiça e Defesa da Cidadania e o Ministério Público Estadual", explica a juíza Elaine Cristina Monteiro Cavalcante, da Vara Central da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de São Paulo. Trata-se de um curso mais recente do que o do Coletivo, porém com uma infraestrutura maior, com profissionais contratados - na ONG, o trabalho é voluntário.

"O critério de encaminhamento aos dois projetos é, basicamente, a conveniência de dias e horários. A frequência não pode atrapalhar o emprego de cada agressor", explica Elaine. "De cada cem agressores que passam pelo Coletivo", segundo Barbosa, "apenas dois reincidiram."

A Justiça quer aumentar o número de cursos, porque a demanda de "alunos" deve crescer. Em dezembro de 2010, foram criadas na cidade mais seis varas especializadas na Lei Maria da Penha. Só em abril, 60 homens são esperados para uma mega-audiência na Barra Funda.

Acesse em pdf: Ele ensina os machões a serem 'bons maridos' (O Estado de S. Paulo - 18/03/2012)

FRANÇAIS:______________
Il rééduque les hommes violents dans une ONG féministe
(Valéria França, de O Estado de S. Paulo)

Sérgio Barbosa est coordinateur du premier groupe de São Paulo fait pour changer le comportement d'hommes agresseurs. Chaque lundi, un groupe de près de dix hommes se réunissent dans une maison au quartier Pinheiros, dans la zone ouest de São Paulo. Avec des professions et de la scolarité distinctes, ils ont en commun un historique d'agressions physiques et psychologiques contre des femmes. En la coordination de ce groupe, il y a Sérgio Barbosa, de 45 ans, né à Brasília, enseignant de Sociologie et Philosophie, qui après quelques déplacements par le Brésil, il s'est établie à São Paulo. Fils de militaire originaire de la Bahia avec une femme de foyer capixaba (de l’État de l’Espírito Santo, travaille il y a deuxdécennies pour l'égalité de genre.

Depuis 2006, il est volontaire au Collective Féministe Sexualidade e Saúde, organisation non gouvernementale qui a pris un chemin alternatif pour essayer de couper le cycle de violence contre la femme : de rééduquer les hommes. Chemin dans lequel la Justice aussi croit. Depuis 2010, le Tribunal Central de la Violence Domestique et Familière contre la Femme de São Paulo, à Barra Funda, à la zone ouest, achemine les hommes agressifs vers l'ONG. « Ils arrivent fachés, haïssant l'idée d'être dans un groupe d'hommes organisé dans une collective féministe », dit Barbosa. « J’ai vécu en concubinage et je suis ici par des bagarres anciennes. La juge m'a condamnée à participer », dit un conducteur de 35 ans, intégrant du groupe. « Dans le début, ils se sentent des victimes d'une injustice. Ils trouvent qu'ils n'ont fait rien de plus », explique Barbosa, qui avec le reste de l'équipe fait une série d'activités pour desconstruir la figure du mec viril contrôleur. « Nous essayons de montrer que pour être homme il ne faut pas encaisser le violent. Aider dans l'éducation des fils et même dans les tâches du foyer ne touche pas la masculinité », dit Leandro Feitosa Andrade, de 52 ans, enseignant Psychologie à la Pontificale Université Catholique de São Paulo (PUC), autre volontaire du Collectif qui travaille avec Barbosa dans la rééducation des hommes. Tous les facilitateurs sont des hommes. Dans le cas de Barbosa, il semble avoir été choisi à doigt. Avant de faire ses études de Philosophie à la Pontificale Université Catholique de São Paulo, il a travaillé dans le « garimpo » filtre dans Xambioá, ville de l'état du Tocantins. Homme de traces rustiques, provoque de l’empathie immédiate dans les intégrants du groupe, il connaît la réalité de ce public, et il ne se choque pas vainement. « Mon père voulait que je faisait ITA (InstitutTechnologique d'Aéronautique). J’ai même passé à l'examen, mais je voulais une autre vie. Je suis allé faire de l’argent dans le « garimpo » filtre. » À 20 ans, il est arrivé à São Paulo, il a entré à l’Université, et s’est engagé à une action communautaire avec des prostituées, garçons de programmes et travestis dans la zone est de la ville. À partir de là au travail pour l'égalitéde de genre ça a été un saut.

En tout, ce sont 16 rencontres hebdomadaires. Au début, les hommes se présentent et racontent leurs histoires. Les raisons pour la violence sont presque toujours les mêmes : sentiment de possession, jalousies, éducation des fils et machisme. Ils pensent que seulement ils peuvent faire certaines choses, comme travailler et ne pas faire des tâches domestiques ou sortir avec les amis pour une soirée. Quand ils sont défiés, ils partent à l’agression », dit Barbosa, qui comprend bien sur des négociations en famille. Marié avec une médecin inffectologiste, il est père de trois fils - Juliana, 15 ans, Lucas, 14 ans, et Sarah, 4 ans. Scolarité. Aucun agresseur accepte d’être mis en échec, indépendamment du degré de scolarité. « Dans le groupe, plusieurs entre eux ont cours supérieur et croient qu’ils sont les représentants de l'honneur et du pouvoir. » Un comportement qui, selon lui, se répète dans d'autres environnements comme à les universités. « Il y a beaucoup de cas de femmes qui ont été droguées parce que les partenaires voulaient sexe et elles, non. Le viol n'est pas dénoncé. »

Barbosa donne des cours de Philosophie et de Sociologie aux Facultés Métropolitaines Unies (FMU), au quartier de la Liberté, au centre de São Paulo. Pour changer autant des préjugés, toutes técniques comptent : psychodramme, conférences et activités parallèles. « Dire qu'à chaque 15 secondes une femme est agressée ne sensibilise pas l'homme. Il faut l'appeler à la responsabilité. » Dans le groupe, le témoignage d'agresseurs avec passage en prison a un effet moral sur les autres. « J'ai été 115 jours emprisonné. Là, à l'intérieur c'est cruel, principalement pour ceux qui ne sont pas hors-la-loi, qui sont travailleurs. Il vaut mieux l’éviter… », dit un jeune du groupe, de 19 ans. Des notions de droits humains et de la Loi Maria da Penha (qui puni les agresseurs) aussi font partie du programme. L'idée est de finir avec le sentiment d'impunité. Questions de santé sexuelle, comme l'importance de l'utilisation du préservatif, aussi sont abordée. « Il y a des hommes qui pensent que femme qui porte du préservatif dans la bourse, c'est vagabonde », il affirme Barbosa.

 Académie de Police. Quelques élèves fréquentent aussi le cours de l'Académie de Police de São Paulo, le nommé Projet de Rééducation Familière, constitué de six rencontres mensuelles avec des conférences. « Le projet est fruit d'un Terme de Coopération entre la Secrétarie de Sécurité Publique, la Police Civile, l'Académie de Police, Secrétarie de Justice et Défense de la Citoyenneté et le Ministère Public De l'état », explique la juge Elaine Cristina Monteiro Cavalcante, du Tribunal Central de la Violence Doméstique et Familière contre la Femme de São Paulo. Il s'agit d'un cours plus récent que celui du Collectif, néanmoins avec une infrastructure meuilleure, avec des professionnels contractés – à l'ONG, le travail est bénévole.

« Le critère d'acheminement aux deux projets est, basiquement, la facilité de jours et les horaires. La fréquence ne peut pas perturber l'emploi de chaque agresseur », explique Elaine. « De chaque cent agresseurs qui passent par le Collectif », selon Barbosa, « seulement deux ont récidivé. » La Justice veut augmenter le nombre de cours, parce que l'exigence d'« élèves » doit grandir.

En décembre 2010, ont été créés dans la ville plus six Tribunaux spécialisés en la défense de la femme et la Loi Maria da Penha. Seulement en avril, 60 hommes sont attendus pour une mega-audience au Tribunal de la Barra Funda.

PDF : Il enseigne les mecs virils à être de « bons maris » (l'État de S. Paulo -18/03/2012)